Medo de quê?

Medo de alcançar a felicidade?


Todos nós, seres humanos, inteligentes, criamos, ou deixamos que criem, à nossa volta uma quantidade de medos (irracionais), que servem para nos proteger dos "perigos", mas também para nos impedirem de sermos felizes.


Tudo são construções da nossa mente, construções mais ou menos sólidas, construções que tendem a permanecer anos a fio, por vezes já sem qualquer utilidade.


Cada medo que construimos tem a sua história, às vezes tão antiga que já nem nós sabemos contar de onde vem aquele medo. Para o presente também já pouco importa. O que importa é conseguir ter a lucidez de identificar o medo, questionar a sua utilidade e o seu papel na nossa vida e se nos estiver a prejudicar, a impedir, a limitar, tentarmos todas as estratégias que possam estar ao nosso alcance para irmos para lá desse medo e remodelar a nossa forma de pensar sobre o assunto.


É fácil? Não. Imaginem uma remodelação em casa, de uma cozinha ou casa de banho...


IMG_20180815_101502_262.jpg


... demora, é dispendiosa, nem sempre corre bem e faz imenso lixo, mas no final, é recompesadora: as novas cores e texturas, a nova arrumação e limpeza... sabe tão bem, parece tão bem. É algo idêntico o que acontece na nossa mente quando nos decidimos a remodelar o nosso pensamento: demora, tem avanços e recuos, produz algumas angústias, algum mal estar em nós e nos que nós afetamos, mas no final conseguimos uma maior paz, tranquilidade e qualidade de vida.


Cada um terá um medo a ultrapassar ou uma remodelação a fazer, no meu caso, claro que tenho vários medos, uns mais fortes do que outros, e também remodelações interiores a fazer, umas mais profundas do que outras. Contudo, já convivo com estes medos e com esta disposição de pensamentos há tanto tempo, estou tão adaptada a eles, tão condicionada por eles, que nem sei muito bem o porquê desta vontade de me superar agora ou remodelar? O que estará a acontecer na minha vida que me conduz a esta vontade? Será o estado excepcional que todos estamos a viver devido à pandemia? Não só, mas, sim. Este estado anormal conduziu-me a espaços, situações e pessoas que me despertaram para a mudança. Neste momento consigo identificar o que quero mudar e começo a ter umas ideias sobre o que fazer para lá chegar. A prespetiva é agradável e julgo que vou conseguir chegar a um patamar de mim mais amplo, mais arejado e tranquilo, um patamar que me fará sentir mais confiante que me dará maior capacidade para me acolher e compreender e isso irá refletir-se positivamente no outro.


IMG_20190101_172241.jpg


 


Conto com a ajuda de livros, pessoas inspiradoras e deste blog reflexivo de aprendizagens e sonhos.  


 


 


 

Comentários

  1. gostei muito destas suas palavras que fazem refletir! Muito boa esta sua partilha, cheia de verdades! Beijinhos e um dia muito feliz

    ResponderEliminar
  2. Obrigada Sandra, este texto, quando o leu, ainda não estava revisto nem completo, agora ainda poderá apreciar mais um pouco deste pensamento.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Mónaco para além de Monte Carlo

Ronda - Andaluzia - Espanha

Refeições psicológicas