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A mostrar mensagens de janeiro, 2021

Trabalho gera mais trabalho

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Quando por mero acaso pensarmos que vamos fazer tal coisa para ficar arrumada e não nos preocuparmos mais com isso, heis que surgem ainda mais coisas para fazer. Tem sido recorrente, desde que se coloque, como se costuma dizer, "a mão na massa" ficamos imediatamente grudados e com muito mais para fazer. Se por acaso somos bem sucedidos em algo e a fama se espalha, então surgirão muitas mais solicitações, pelo que, se o objetivo é fazer o mínimo, fazer qualquer coisas já se torna um erro. Um disparate no sentido de em pouco tempo estarmos assuberbados de trabalho e responsabilidades. Mas sabe tão bem ocupar as mãos e a cabeça com algo que gostamos e que nos dê gosto fazer e pensarmos acerca de! Não fazer nada é quase não viver, não sentir, não ser estimulado para o maravilhoso mundo que nos rodeia. Por isso, bye bye perguiça, bom dia boa disposição e aqui vamos nós, cheios de energia e alegria para mais 960 minutos de vígilia!      

Terapias Alternativas - Quiroprática

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Assenta no principio de que o correto funcionamento da coluna vertebral é essencial para o bem-estar A Quiroprática recorre a uma metodologia cujo objetivo é a recuperação da atividade e da capacidade de resposta do sistema nervoso, através da restauração do tónus neurológico. Inicia-se pela análise dos resultados de meios complementares de diagnóstico, observando no caso em concreto o funcionamento da coluna e das articulações.  A partir do completo diagnóstico as técnicas da Quiroprática permitem o tratamento, sem medicamentos, de síndromas de dor relacionados com a coluna. Todavia, a sua aplicação tem um impacto na saúde que vai muito para além da mera redução da dor. Em Portugal a quiroprática está enquadrada juridicamente como profissão da área da saúde através da portaria nº 2017-D/2014 de 8 de outubro, não existindo, no entanto, nenhuma formação na área no país. Mas existem profissionais formados noutros países, como por exemplo no Canadá, como o meu primo Kyle, que gostariam im...

Ultrapassar os rumores

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A nossa mente está programada para constantemente fazer deduções. A mente elabora a partir dos pormenores, julgando-os, encaixando-os na experiência passada, antecipando como serão no futuro e e conferindo-lhes significado. Por causa deste modo de funcionamento incontornável, cada um de nós constrói os seus pensamentos, à sua medida, e o resultado, é uma diferença estrondosa de perceções do mundo. Não vemos a "realidade" como ela é, não vemos o mundo como ele é mas sim como nós somos . Consciente e inconscientemente estamos constantemente a fazer suposições. A forma como interpretamos o mundo faz uma enorme diferença na forma como reagimos. E partindo da ideia inicial que, o que vemos e sentimos é grande parte criação nossa, teremos nós o poder de criar uma realidade mais agradável, mais saudável, uma realidade em que nos sentimos melhor, mais realizados? Claro que sim!  Como? Os nossos pensamentos são apenas rumores, aos quais nós podemos dar importância, ou não, incrementa...

Terapias Alternativas - Reflexoloxia

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Reflexologia é uma prática de terapia alternativa que consiste na aplicação de pressão nos pés e/ou nas mãos, pressão essa que irá produzir um efeito benéfico noutra parte do corpo (por isso reflexo). A pressão é aplicada com o polegar, dedos e mãos segundo técnicas específicas e sem a utilização de óleos ou loções. Tal pressão será conduzida e cuidará dos órgãos em esforço ou stress, melhorando o seu funcionamento e oferecendo uma sensação de bem-estar e relaxamento. Como funciona esta pseudociência? Uma suposta explicação terá a ver com o facto da pressão recebida pelo pé (ou outra parte do corpo) poder enviar sinais, através dos terminais nervosos. Só no pé existem setenta mil terminais nervosos que se conectam com diversas partes do corpo e que se devidamente tocados "equilibram" o sistema nervoso e libertam mensagens químicas como a endorfina, que reduz o stress, as tensões musculares e consequentemente as dores. Os pés sustentam todo o corpo e ligam-nos à Terra. São mui...

Terapias Alternativas - Acupuntura

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Alternativas porquê? Em relação à medicina convencional, que nasceu e cresceu a partir das coisas simples da natureza, como estas que agora se dizem alternativas. A medicina não pode ter surgido se não de uma evolução das terapias naturais, contudo, chegámos a um ponto da evolução, em que a vaidade e a cegueira provocada pelos lucros das farmacêuticas, dos meios complementares de diagnóstico, das análises e tratamentos evasivos, ofuscam completamente as terapias mais simples, mais naturais. Por isso, precisamos de nos recordar das origens para as continuar a integrar e a usar no seu sentido evolutivo. Evoluir, por vezes, é voltar um pouco atrás e voltar a fazer melhor o que já se fazia. Evoluir é por vezes reconhecer que, afinal quando fazíamos determinada coisa de uma forma simples, natural, em consonância com o local, a cultura, o clima, a época, estávamos incrivelmente certos, sem saber. Acupuntura A palavra acupuntura vem do latim acus (agulha) e punctura (penetração). É uma das...

Atlas com o mundo às costas

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Foi com a minha amiga Anabela G. que conheci o Atlas, um Titã grego, condenado a carregar o mundo às costas. A Anabela G. é minha amiga porque me escolheu para ser sua amiga, de entre todas as meninas da nossa sala, fui a eleita para participar nas suas brincadeiras. A Anabela G. é filha única, os seus pais trabalhavam por turnos e, por isso, entre as horas do dia em que estavam a trabalhar e as horas do dia em que estavam a descansar, a Anabela G. ficava muito tempo sozinha. A Anabela tinha algo que eu adorava. O seu cabelo muito comprido. A minha mãe nunca me deixava crescer assim tanto o cabelo. Dava muito trabalho e algum sofrimento, a lavar e ainda mais a pentear e desembaraçar. A mãe da Anabela contornava esses obstáculos fazendo-lhe tranças. Amarrava o cabelo da Anabela, como se o quisesse domar, à semelhança  do que gostaria de fazer ao espírito da filha, que era muito sonhador e indomável. A Anabela parecia dócil, tranquila, mas interiormente tinha uma grande sede de aventura....

Mécia Lopes de Haro consorte de D. Sancho II

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Nunca tinha ouvido falar de uma rainha de Portugal com este nome, Mécia Lopes. E tinha razões para isso, uma vez que esta dama oriunda de uma província do país Basco. Casou com D. Sancho II "O Piedoso" ou  "O Capelo", contudo o casamento foi de pouca duração, não obteve descendentes e para culminar foi até anulado pelo Papa. Um casamento polémico que muita tinta fez correr. Dona Mécia era ainda descendente de D. Afonso Henriques e por isso ainda teria algum grau de parentesco com D. Sancho II. Dona Mécia começou por dar nas vistas como sendo prisioneira cristã dos combates com os mouros. Foi libertada por Álvaro Peres de Castro, um cavaleiro de Castela que por ela se enamorou, e também por ela se enciumou, pois nessa batalha contra os mouros que terminou com a libertação dos cristãos, também estava presente Sancho (ainda não II) que também não ficou indiferente à jovialidade e beleza de Mécia. Sentido a ameaça, D. Álvaro Peres de Castro adiantou-se e casou rapidamen...

Uma família francesa

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A minha amiga Clara L. era fruto de uma família francesa. Em sua casa havia um piano. Foi através desse piano que senti pela primeira vez a suavidade das teclas a sua sonoridade. Passar as mãos pelas teclas de um piano, mesmo que seja só para tocar a escala de notas do dó ao si, é já por si só uma excelente experiência. Foi com a Clara L. que calcei pela primeira vez uns patins de quatro rodas e consegui dar uns passinhos no pátio cimentado nas traseiras da sua casa. Tirando essa vez, apenas me lembro de ter voltado a calçar uns patins na pista de gelo da Wonderland Lisboa. Duas horas de fila de espera para 15 minutos de patins em linha. Minutos esse em que andei muito devagarinho, sempre próxima do corrimão, sempre aguardando o minuto da queda... A queda não aconteceu, mas patinar também não aconteceu. Com a Clara L. e através da sua avó francesa experimentei pela primeira vez sopa de lentilhas ou soupe aux lentilles , depois de muito ferver em lume brando o resultado foi uma sopa que...

Recordar é viver

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E em tempo de confinamento é como se vivessemos de recordações. É como se estivéssemos a usar a nossa conta poupança, indo lá sistematicamente buscar as recordações de dias felizes, para dar alimento aos nossos dias, que padecem da triste sina de se estarem a tornar incrivelmente monótonos e limitados. Na minha conta poupança de memórias felizes encontro os meus amigos. A minha primeira amiga, Ana T. permitiu-me experiências simples mas marcantes. A caminho da casa dela, onde iria passar o dia, e a noite, passei pela primeira vez por cima de um comboio. Até aí o meu imaginário de comboios era relacionado com o grande perigo que existia em cada passagem de nível, muitas sem guarda e algumas com guarda, mas também elas causadoras de acidentes fatais. Eram frequentes as mortes de pessoas que eram colhidas pelo comboio, porque atravessavam a linha a pé ou num veículo, a pedais, a motor ou puxado por animais. Os comboios eram autênticas ceifeiras de vidas. E a frase "ficou debaixo de u...

Na ausência de amor pelo outro

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exacerba-se o amor próprio ou no polo oposto o sentimento de piedade por si próprio. O primeiro conduz-nos a uma oca sensação de felicidade de preenchimento de completude, o segundo a uma sensação, constantemente alimentada, de pena, de desgraça de solidão e incapacidade. Será assim tão difícil amar o outro? Deve ser. Contamos imensas histórias de desilusões, de pessoas que nos magoaram, de confiança traída. E à medida que vamos avançando na coleção destas histórias vamos ficando cada vez mais protegidos por detrás da muralha que construimos à nossa volta com as pedras do caminho. Dentro dessa muralha criamos a ilusão de estarmos bem, completos e sermos felizes. Dentro do nosso refúgio, conhece-mo-nos, sabemos do que somos capazes e sabemos o que queremos e o que não queremos. Emparedados pelas pedras das desilusões estamos seguros, já nada nos pode tocar, somos só nós e as nossa criações. Ai de quem nos venha incomodar! Pouco tolerantes aos outros suporta-mo-os apenas na medida de um ...

Lista de bons motivos para fazer exercício físico

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Bom dia! Para acordar cheios de energia e boa disposição é importante termos dormido bem, e termos passado bem os dias anteriores, saudáveis, equilibrados, física e emocionalmente. Desse equilíbrio faz parte incontornavelmente algum tipo de exercício físico. Fazer 10 a 30 minutos de exercício físico adequado ao nosso gosto e possibilidades oferece-nos uma lista de vantagens: 1. ativa o funcionamento de todos os órgãos do nosso corpo; 2. melhora as competências cognitivas, o humor e capacidade de concentração; 3. aumenta a temperatura corporal, permitindo o aquecimento sem recurso a combustíveis (eletricidade, gás, lenha); 4. diverte e distrai, por uns momentos fazendo uma pausa saudável (com música bem alto) e liberta-nos de tensões e más posturas. 5. é recomendado pela Organização Mundial de Saúde e pela Direção Geral de Saúde; 6. melhora o desempenho profissional (as pausas para exercitar, alongar, etc são fundamentais sobretudo em teletrabalho e recomendadas por especialistas); 7. a...

Eneagrama - teste de personalidade

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O Eneagrama é uma figura que se constrói através de uma estrela de nove pontas dentro de um círculo. Identifica 9 tipos principais de personalidade. É apenas uma ferramenta que pode possibilitar o auto-conhecimento e o desenvolvimento pessoal. A analogia de um teste de personalidade a uma ferramenta é quase perfeita. À semelhança de um alicate, ou uma chave inglesa, os testes de personalidade precisam de ser bem usados por um especialista na área para, pelo menos, servirem, serem úteis. Caso contrário, ferramentas paradas não fazem nada, ferramentas em mãos pouco hábeis e/ou ligadas a cérebros que desconhecem o poder ou alcance das sua atuação, são mais do que inuteis, tornam-se perigosas!   Não existem testes inocentes. Não existem testes extremamente eficientes. Existem processos, que as pessoas se predispoem a percorrer, durante os quais poderão fazer uso de uma ou mais ferramentas, um ou mais métodos, uma ou mais abordagens, no sentido de definirem o que desejam, reaprenderem mecan...

Prazer em conhecer-me!

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Saber quem somos, conhecer-mo-nos não é algo assim tão óbvio, apesar de termos nascido e vivido sempre connosco, de facto não ligamos assim tanto a quem somos, o que queremos, o que sentimos, o que desejamos. Passamos efetivamente muito tempo a ignorar-mo-nos. Mas o que poderemos fazer para nos conhecermos um pouco melhor? E depois, o que poderemos fazer para usarmos esse e conhecimento a nosso favor e a favor de melhores relações familiares, sociais e profissionais? Podemos começar por nos sujeitarmos a testes de personalidade, testes estes que nasceram das ideias e do trabalho de outras pessoas que julgam conseguir que os outros se descubram utilizando os seus testes. Mas será que eles próprios já chegaram a esse ponto do conhecimento humano? Apesar de psicóloga sempre fui muito contestatária dos testes. Já fui sujeita e e já sujeitei outros a baterias de testes, contudo a experiência da utilização dos testes é sempre a mesma: são ótimos desencadeadores de conversas, mas todos os out...

Era uma vez...

... um vírus. Um "veneno" ou "toxina" pequeníssimo agente infecioso, com  cerca de 20-300 nm de diâmetro. Tão pequeno que para poder ser observado pelos homens estes tinham de recorrer ao microscópio eletrónico, uma simples lupa ou um microscópio ótico não eram suficientes. Este vírus era apenas um organismo incompleto, composto por um  genoma constituído por uma ou várias moléculas de ácido nucleico (DNA ou RNA), moléculas essas que possuem a forma de fita simples ou dupla, local onde guardam a sua informação genética. O vírus não era sequer considerado um organismo, pois faltam-lhe elementos fundamentais para produzir energia, reproduzir-se e sobreviver, por isso sem a "ajuda de um organismo vivo e completo" o vírus não sobreviveria. O vírus estava assim condenado a ser um parasita. A entrar pelas nossas portas de comunicação com o exterior e a instalar-se no interior das nossas células. É apenas a partir das células hospedeiras, que o vírus obtém os ami...

Urraca de Castela

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Quando o infante Afonso foi coroado rei e assumiu o nome de Afonso II, o Gordo, casou com a princesa, Urraca de Castela. Ela tinha já 22 anos quando casou com D. Afonso II. Estiveram casados 12 anos e deste casamento nasceram 5 filhos, entre os quais o primogénito Sancho que mais tarde viria a ser o rei Sancho II de Portugal e Afonso que viria a reinar também sucedendo seu irmão como Afonso III de Portugal. A Urraca, que nasceu em Toledo, e era filha do rei vizinho, que deixou de ser uma ameaça ao nosso território que se consolidava ano após ano, a Urraca, como referia foram concedidos os territórios de Torres Vedras e Óbidos.  

Viram por aí a minha vontade

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...de fazer algo? Escrevem os autores do livro "Mindfulness - atenção plena" que não há nada que ative mais o sistema de evitamento da mente (e diminua o sistema de aproximação) do que sentirmos que estamos a ser encurralados. E, se já sentíamos isto quando nos condicionávamos às nossas rotinas, então agora que as nossa rotinas estão condicionadas, assim como os nossos movimentos, a expressão das emoções e as alternativas de diversão, ficámos muitíssimo pior. Continuam, Williams e Penman a escrever que "esta sensação de se estar encurralado também é central nos sentimentos de exaustão e impotência". Depois, oferecem o exemplo de pessoas que trabalham intensamente, durante muito tempo, que acabam por ficar assoberbadas pelo próprio perfeccionismo e sentido de responsabilidade, ficam aprisionadas num modo de fazer, sem perspetiva de uma escapatória, sem o vislumbre de que algo pode ser diferente, melhor, mais libertador. De acordo com os autores, se desenvolvermos tar...

Dulce de Aragão

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Continuamos na revisão de História de Portugal com fofoquices pelo meio, já desatualizadas, mas sempre na moda? Do casamento do primeiro rei de Portugal D. Afonso Henriques com Mafalda de Saboia (nome de Mathilde de Savoie aportuguesado) nasceu (entre outros filhos) D. Sancho I que sucedeu o seu pai. D. Sancho ( o povoador ) casou com uma Infanta Aragonesa (Aragão situava-se no espaço que é agora ocupado por Barcelona) de nome Dulce. Dulce Casou com 14 anos e reinou em Portugal durante 13 anos, de 1185 a 1198. E, tal como a sua antecessora, foi até morrer,  e no final de ter tido onze filhos! Dulce, com o seu próprio nome sugere era formosa e excelente senhora, tranquilla e modesta. A infanta Dulce foi usada como moeda de troca para selar uma aliança que serviu para fortalecer o novo reino de Portugal e "constituía uma boa defesa contra a tendência expansiva do reino e Castela", uma vez que Aragão sempre foi inimigo de Castela, o que significava, na prática, que Castela ficav...

Camas de Hotel vazias. Camas de Hospital cheias

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Os Hospitais são os novos Hotéis, infelizmente! É aos hospitais que afluem as pessoas. É ali que dormem (ou não), é ali que se deitam, que tratam da sua higiene e tomam as suas refeições. É ali que aguardam por dias melhores. É muito triste esta substituição, tão triste que dói sem se ver. O desejo é que, sem ser um hotel, e sem os auxiliares, enfermeiros e médicos serem rececionistas, animadores e empregados de um hotel, que o espírito do maior conforto, do maior apoio e bem estar permaneça. Hospitais com a sua capacidade no máximo e ainda assim eficientes. Será possível? Ao comum mortal cabe a tarefa, também difícil, de ficar em casa e de transformar a sua casa em tudo. A nossa casa passa a ser o restaurante, o cabeleireiro, o ginásio, o centro comercial, o museu, o cinema, o teatro, a biblioteca, o local de trabalho e de lazer, onde tudo se faz. Onde tudo se reduz ao espaço de poucos metros quadrados. Condensados, em casa, usamos o espaço exterior, em isolamento, sozinhos podemos da...

Mafalda de Sabóia

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D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal casou-se com D. Mafalda de Sabóia, ou seja uma francesa de nome Matilde de Savoie, vinda de uma região francesa localizada próximo dos Alpes, cuja capital é a cidade de Chambéry. O seu nome deriva do termo latino sapaudia que significa "território de pinheiros". Vinda de longe, de um território de pinheiros, sem saber falar português, mas de origem comum com pai de D. Afonso Henriques, que era também francês. Mafalda garantia a independente de Castela, Leão, ou outro território dos primos cobiçadores e reunia uma série de requisitos para ser a consorte de D. Afonso Henriques, entre eles o facto de seu pai fazer parte de uma cruzada, à qual D. Afonso se queria ligar a fim de fortalecer as suas cruzadas nas batalhas contra os mouros na conquista de território. Mafalda em Portugal, tornou-se portuguesa e reservou determinados direitos de portagem à manutenção de uma albergaria que fundara em Canaveses. Foi padroeira dos cistercienses...

Ser real

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Neste caso pertencer à realeza, por um dia ou dois, viver numa fantasia de princesa, vestida à época, seria um bom programa para a época do Carnaval, não fosse a pandemia.... A Casa da Calçada, em Amarante, encontra-se na rota do romântico e é um dos locais mais românticos de Portugal, assim queiram e sejam capazes de aproveitar, os seus hóspedes. O ambiente romântico está criado, é cuidado diariamente e bastante sofisticado. Cabe ao afortunado hóspede usufruir e aproveitar. ---***--- Influenciada pelos contos de príncipes e princesas gosto de tudo o que se relacione com o ambiente dos palácios e com a história das rainhas portuguesas. À exceção de duas, todas foram rainhas consorte, (com a sorte ou o azar de serem casadas com o Rei). O início de tudo, o Pequeno Condado Portucalense, foi dote de D. Teresa de Leão, a mãe de D. Afonso Henriques. D. Teresa casou em 1093 com Henrique de Borgonha, um nobre francês que tinha ajudado Afonso VI de Galiza, Leão e Castela em muitas conquistas ao...

Confiar nas receitas

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Fazer uma receita seguindo as instruções, sem contestar, sem alterar, sem inventar poderá conduzir-nos ao resultado que nunca obtivemos sozinhos ou alterando as receitas colocando um pouco da nossa imaginação, ou do nosso improviso. De um modo geral a nossa imaginação conduz-nos a locais e sabores já conhecidos, confiar  deixar-mo-nos conduzir pelos outros leva-nos a locais, sabores e ideias completamente diferentes. Confiar, com carinho, com confiança a cem por cento, é algo muito raro. São raras as pessoas em quem confiamos, e mais raras ainda aquelas em quem confiamos missões importantes da nossa vida. Aprender a confiar é uma arte que deverá incluir a consciência do que poderá acontecer se essa confiança for corrompida. Começar por se deixar conduzir, levar, em pequenas coisas e depois ir aumentando o tamanho das coisas em que depositamos a nossa confiança nos outros será um exercício muito interessante. Confiei numa receita que à partida parecia que não iria resultar. Um pão mágic...

Valentões procuram Fracotes

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O mundo, desde que é mundo sempre foi organizado em fortes e fracos. Os fortes sobrevivem à custa dos mais fracos e os fracos existem porque cumprem uma função junto dos mais fortes. Nem uns nem outros poderão deixar de existir sob pena de se desequilibrar todo o ecossistema, contudo, sem deixarem de existir, os extremos devem ser controlados e alvo de intervenção, pois constituem perigo para a sobrevivência de cada um. Cada indivíduo poderá ser forte numa área e fraco noutra admitir isso e ter a humildade suficiente para reconhecer que não se sabe tudo, não se é bom em tudo, é meio caminho andado para a moderação dos comportamentos. Os extremos são de evitar e devem ser corrigidos. Num caso ou no outro, no caso dos que estão convencidos que são uns valentões em tudo e no caso dos que estão convencidos que são umas vítimas em tudo, ambos estão a necessitar de uma pequena ajuda para ajustarem melhor a sua forma de ser e estar em comum. Talvez o tempo e a experiência de vida proporcionem...

Limpeza exterior que se reflete no interior e vice versa

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Em estreita cumplicidade as limpezas interiores relacionam-se com as limpezas exteriores e vice versa, umas facilitam e até potenciam outras. Se começarmos por limpar e colocar da forma que mais gostamos o espaço em que vivemos, necessariamente iremos sentir mais disponibilidade e tranquilidade para encetarmos novos projetos ou para desenvolvermos a criatividade. Se nos libertamos de rotinas mentais ou obrigações que deixaram de fazer sentido e que só nos estão a consumir memória, então estaremos mais disponíveis para intervir no espaço em que vivemos alterando-o, muito provavelmente tornando-o mais bonito e mais limpo. Limpar interior e exterior é algo que revigora energias e cria movimento. A limpeza do espaço exterior resulta sempre melhor se for desenvolvida numa manhã soalheira, começando por abrir as janelas, colocando uma música para animar o espaço e a mente, dispondo logo ali ao lado de todos os utensílios necessários à limpeza, sendo que produtos naturais e aromáticos trarão ...

Saber aproveitar a vida

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O segredo para uma vida melhor e mais longa consiste em sabermos aproveitar bem a vida que temos. Não devemos viver contrariados, oprimidos, assustados, apagados, amarrados, escondidos. Pelo contrário devemos procurar realizar os nossos projetos e ideias, os mais imediatos e, faseadamente, os projetos de longo prazo. Devemos libertar a nossa forma de ser e de estar, mais extrovertida ou mais introvertida, mas principalmente, deixá-la expressar-se. Devemos concretizar, o que nos faz sentir bem, o que nos realiza, o que nos apetece e deixar para trás obrigações e deveres (mesmo que seja por alguns momentos). Devemos soltar-nos de convenções, que se tornaram hábitos que, afinal estão apenas a ocupar o nosso tempo, a preencher o tempo e o espaço que deixamos de ocupar com aquilo que nos faz realmente bem. Quando permitimos que os hábitos e as rotinas tomem completamente conta de todo o nosso tempo, então estamos escondidos, apagados por detrás desses hábitos aguardando, para, sabe-se lá qu...

O grande combate começa a cada dia

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E é connosco: Praticar exercícios de combate inspirados no karaté , kickboxing , tai-chi e tae kwon do, ao som de músicas cativantes e energizantes, quase dançando uma coreografia que estimula a força, a flexibilidade e o equilibrio, ao mesmo tempo que se tonificam músculos e liberta o cérebro das preocupações, é Body Combat . Uma modalidade que se pratica individualmente, contudo monitorizada por instrutor e partilhada com outros fervorosos "companheiros de luta".  Desde sempre que as lutas e os movimentos de defesa e ataque moldam a nossa confiança, ajudam a descarregar raivas e fúrias, ajudam a digerir incompreensões e desiluções. Ajudam a retomar o autocontrolo da mente e a reduzir ao mínimo as situações adversas do dia a dia (no fim de uma hora de exercício os gritos que nos chatearam vão parecer apenas murmúrios). Praticar esta modalidade não requer grandes competências iniciais, as competências vão-se adquirindo com a experiência até nos tornarmos cada vez mais próxi...

Dormir e sonhar, um privilégio

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São quatro os grandes pilares onde erguemos a nossa casa, o nosso templo, ou seja o nosso corpo: Respirar, Beber, Dormir e Comer. Destes quatro pilares desenvolvemos as nossa estrutura, portas, janelas, paredes, decoração...  Esta metáfora pretende apenas chamar a atenção para a importância que damos a cada um dos nossos pilares, como cuidamos deles, como nos relacionamos com eles. Dormir pelo menos 8h num período de 24h é algo mágico. Mágico, porque passamos 8h relativamente imóveis, deitados e completamente inconscientes no que se refere ao passar do tempo. São 8h mágicas, tantas quantas passamos a trabalhar, para aqueles que exercem uma atividade, sendo que as outras 8h se escoam pelas nossas mãos, umas vezes em viagens, outras em preparação de refeições, cuidados e tarefas domésticas, ou pequeninos momentos de puro lazer. Mágico, porque para que as 16h de vigília sejam produtivas, é essencial que respeitemos as 8h de sono. O pior acontece quando o sono nos abandona e teima em não f...

Brilho no olhar

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Passo da estrela de Belém para os olhos de quem para nos olha e de quem por nós olha! Manter o brilho, sorrir com o olhar nunca foi tão importante, como agora, altura em que o sorriso dos lábios está maior parte do tempo escondido. Sentir a proximidade nunca foi tão raro e único como agora, altura em que temos medo de nos cruzarmos, de estarmos próximos demais, uns dos outros. Quando alguém rompe a barreira da distância mínima de 2 metros, já estamos nós a dar um passo atrás, ou no mínimo, a pensar: "Só espero que não esteja infetado e que aquele ar que acabou de expirar não passe pela máscara e não traga o Corona Vírus. Depois de um contato em que claramente não se cumprem as regras da boa etiqueta respiratória, divulgadas pela DGS, ficamos à espera que passe uma semana ou duas, atentos aos sintomas à espera do bafejo da sorte e a sentir alguma alegria por ainda não ter sido desta, orgulhosos por ter conseguido visitar a avó e ter corrido tudo bem. O pior é que a nova estirpe é m...

Transformar rotinas em celebrações

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E quando as rotinas são aquilo que nós mais queremos, o que mais gostamos e o que nos faz sentir melhor, não é maravilhoso? Apreciar o despertar, fazer os mesmos movimento diários, com muito gosto, com muito cuidado e com a clara sensação de que está a tudo a correr muito bem e que o dia, se for normal, sem sobressaltos, já será assim, simplesmente, um dia feliz. Apreciar a calma e a tranquilidade com que podemos viver os nosso dias, sem pressas, sem atropelos, colocando cada objetivo no seu devido tempo e lugar é ciência, é saber viver. A aprendizagem desta ciência viva, não tem fim, enquanto há vida, há esperança, há sempre algo a melhorar. Todos os dias devem ser os primeiros dias da nossa vida, cada dia deve ser celebrado como um novo recomeço, uma nova oportunidade. E perante as oportunidades não devemos ser só meros espetadores, devemos colocar-nos em movimento. Um movimento de acordo com as nossas possibilidades em harmonia com a nossa capacidade e vontade. E estas medidas, do b...

Em busca da luz

Seguindo a luz, que poderá ser metaforicamente a luz da estrela de Belém, vamos caminhando pelos nossos dias, enchendo-os da nossa luz, aquela que temos, sem sermos obrigados a mais. Que luz é esta? Como somos luz? É na verdade muito simples. Somos luz cada vez que sorrimos, cumprimentamos, ouvimos, tocamos, abraçamos, oferecemos algo feito por nós, ou adquirido com o fruto do nosso trabalho. Algo que seja necessário e útil, que vá de encontro às reais necessidades de quem recebe. Quando somos para os outros fonte de alegria, então estamos a ser luz. Sublinho, somos luz para os outros. Não somos luz se estivermos sós, isolados, fechados. As luzes só são luz quando iluminam alguém.

Um magazine televisivo

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Na TV, neste momento há uma lacuna. As mulheres que acordam cedo, cheias de energia e alegria de viver, com vontade de viverem um dia especial, iluminado, cheio de sugestões apelativas e adequadas à época, deparam-se com a falta de uma fonte de informação. Quando estas mulheres iniciam o seu dia, gostariam de o fazer de forma informada, intelectualmente estimulante, obter informações sobre eventos culturais, os últimos gritos da moda, da cultura, da música, como se uma revista se abrisse. Uma revista diária, viva, ilustrada, rápida, eficaz, alegre, bem disposta em formato televisivo. Será possível? E é isso que eu quero pedir aos produtores de conteúdos para o audiovisual que operam em Portugal. A busca da luz, da aventura, da dinâmica positiva nas relações. A busca constante e persistente de todos os dias, que se reinicia a cada despertar. É nesta senda que fazemos votos de nos mantermos, rodeados da esperança e do amor. Feliz dia novo! Do menu alimentar O lanche da manhã foi ao ar li...