Valentões procuram Fracotes

O mundo, desde que é mundo sempre foi organizado em fortes e fracos. Os fortes sobrevivem à custa dos mais fracos e os fracos existem porque cumprem uma função junto dos mais fortes.


Nem uns nem outros poderão deixar de existir sob pena de se desequilibrar todo o ecossistema, contudo, sem deixarem de existir, os extremos devem ser controlados e alvo de intervenção, pois constituem perigo para a sobrevivência de cada um.


Cada indivíduo poderá ser forte numa área e fraco noutra admitir isso e ter a humildade suficiente para reconhecer que não se sabe tudo, não se é bom em tudo, é meio caminho andado para a moderação dos comportamentos.


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Os extremos são de evitar e devem ser corrigidos. Num caso ou no outro, no caso dos que estão convencidos que são uns valentões em tudo e no caso dos que estão convencidos que são umas vítimas em tudo, ambos estão a necessitar de uma pequena ajuda para ajustarem melhor a sua forma de ser e estar em comum.


Talvez o tempo e a experiência de vida proporcionem a chegada à meta da moderação, do seu comportamento, sozinhos. Contudo, uma ajuda potenciaria a mudança e seria um guia mais eficiente no sentido do reequilíbrio das forças interiores e do sistema de relações.


O ajuste é individual mas tem efeitos no conjunto de relações. O ajuste é simples de fazer, basta colocar mais respeito pela vida humana no leque de valores de um valentão e mais respeito por si próprio no leque de valores de uma vítima.


Trata-se apenas de um ajuste, de uma aproximação à média, ao tolerável, não são necessárias mudanças radicais, apenas um pouco mais de tolerância para com os outros e para consigo próprio. Apenas um pouco mais de aceitação pelas diferenças e pela diversidade. 


Seremos capazes disto?

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