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A mostrar mensagens de abril, 2021

Não deixar o maio entrar

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Primeiro dia do mês de maio, feriado, dia do trabalhador. Dia do trabalhador descansar das suas tarefas habituais mas com muito trabalho para fazer. Trabalho esse que, segundo a tradição, se inicia antes do nascer do sol, não vá o maio, que é um mês manhoso, pregar-nos uma valente partida e entrar-nos pelo rabo. Quando era pequena e a minha mãe me acordava bem cedinho, num dia em que não tinha de ir à escola, com o argumento que se não o fizesse o maio entraria pelo rabo... eu ficava, de olhos quase abertos, na minha caminha a pensar como seria isso de deixar entrar um mês inteiro pelo rabo? E que mal faria, se entrasse? Ficaria indisposta todo o mês? Ou floririam dentro de mim todas as flores de maio? Pelo sim pelo não seria melhor, nã oarriscar, não fosse o maio queimar. Bruno Di Maio Um mês é só tempo e o tempo não entra em lado nenhum, o tempo simplesmente está em todo o lado... Segundo a tradição, no dia do trabalhador, o último a acordar seria o mais preguiçoso e teria o castigo ...

Fadiga Zoom

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É uma nova síndrome, nascida, desta adaptação forçada e intensiva, à tecnologia para comunicar, quer em trabalho quer em lazer. Atualmente há poucas coisas que não se possam fazer através do recurso à tecnologia informática e aos ecrãs. Podemos meditar, namorar, peregrinar, viajar, visitar, simular, reunir, exercitar, dançar, cantar, aboborar, adormecer e dormir mal, depois de tanto estímulo visual e tão pouco tátil e odorífero, à frente de um ecrã. Na ausência dos sinais corporais, na ausência de estímulos subtis que nos ofereciam indicadores, por vezes subliminares, sobre estados de espírito dos nossos interlocutores, ficamos como se amputados de uma capacidade natural que não se está a conseguir realizar. A intensidade e o número de horas a que estamos sujeitos a uma forma de percecionar a realidade, incompleta, mecânica, não natural, leva-nos à exaustão e à fadiga e isto acontece sobretudo nas mulheres, de acordo com uma investigação que já se está a realizar por Géraldine Fauville...

Sozinho e bem acompanhado

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Quando se chega ao ponto de, estando sozinho, se sentir muito bem acompanhado, está-se preparado para se ser uma ótima companhia. Não somos auto-suficientes, nem é isso que se pretende. Não é suposto evoluirmos para uma versão tão completa de nós que deixemos de pertencer ou ser permeáveis aos outros. De modo nenhum. Estar-se bem consigo, sentir-se bem na sua companhia, apreciar-se e tornar-se interessante para si mesmo é só o inicio. O inicio de excelentes relacionamentos, que se alicerçam no respeito próprio e continuam no respeito pelos outros. Quem aprende a conhecer-se melhor, a respeitar os seus limites, a aceitar e melhorar as suas fragilidades, a reconhecer e a organizar as suas prioridades de forma assertiva, estará mais apto a acolher o outro e as suas vicissitudes. Estar sozinho não é viver na solidão. Time Alone by Shawna Erback Estar sozinho e sentir-se bem acompanhado, é um bom principio para um relacionamento. Se me sinto bem comigo poderei ser uma excelente companhia pa...

É proibido proibir

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Se não é deveria ser. Por uma questão de igualdade não haveria de haver uns que proíbem e outros que estão proibidos. Uns que proíbem todos, inclusive a si próprios, e outros que obedecem à proibição. O fruto proibido é sempre o mais apetecido. Logo proibir em vez de impedir que algo se faça ou aconteça irá lembrar, sublinhar, despertar o interesse não só por se fazer o que é proibido mas também o interesse em aproveitar a oportunidade de testar os limites de quem se atreveu a proibir, em questionar o porquê dessa proibição, em validar as razões subjacentes e avaliar se o que é proibido será correto e justo também da sua perspetiva. Big Eyed Girl Forbidden Flowers Painting Wyanne Proibir, torna tudo mais apetecido... ainda mais do que se não houvesse proibição nenhuma. Quantas proibições colocamos nós na nossa cabeça? Proibições nossas que aprendemos com a experiência da nossa vida. Algumas dessas proibições interiorizadas em idades muito precoces e outras mais recentes. Proibições que...

Elenco de possibilidades para um novo mês

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Inspirada pelos amigos, que são os seres mais fantásticos do mundo, tomei conhecimento das coisas simples, que aqui partilho para se fazerem (no mínimo imaginarem - que já é uma forma de se começar a fazer) nos dias que se seguem: 1. Saltar num trampolim (quem diz trampolim diz cama elástica, ou colchão ou à corda, etc) e tomar o pequeno almoço ao ar livre. 2. Telefonar a um amigo que esteja numa diferente zona horária, noutro meridiano do nosso planeta e, também já acordado, para nos ouvir com alegria! 3. Escutar o coro de passarinhos que cantam logo de madrugada e contar quantos cantos diferentes se conseguem identificar. Os passarinhos oferecem-nos um melodioso bom dia! 4. Escreve, sem seres incomodado, sobre qualquer coisa que te surja na tua mente, escreve deixando escorrer o rio de ideias que fechas na tua represa de pensamentos. 5. Obter uma vantagem e bem cedo no dia começar a preparar um jantar mais elaborado, com ambiente requintado e outfit a condizer. Aproveitar o esplendo...

Antes de mudar muda-te

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Não adianta mudar de emprego, de casa, de amigos, de companheiro, de rotinas, se não mudarmos nada dentro de nós, na forma como reagimos, decidimos, somos e fazemos. Se a mudança nos atrai, se a desejamos, então comecemos por nós. E depois, talvez suceda a mudança que pretendíamos. Talvez essa mudança aconteça sem que tenhamos mudado de emprego, ..., rotinas. Talvez essa mudança aconteça após a grande mudança, a essencial; a mudança interior. E como mudar? É tão fácil como fazer remodelações: primeiro identificamos o que está velho, estragado, fora de moda, segundo imaginamos a forma como ficaria melhor, terceiro fazemos uma análise dos custos físicos e emocionais, quarto contactamos um perito para saber da viabilidade da obra e hipótese orçamental, quinto adiamos um pouco e guardamos o projeto na gaveta, sexto, voltamos a abrir a gaveta, a contactar o perito e a fazer nova estimativa de orçamento, materiais e viabilidade da obra, sétimo adiamos mais um pouco e guardamos de novo o proj...

Quanto mais se dá mais se recebe

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Para receber muito deverei dar muito? Não, não deverei dar com o sentido na recompensa. Dar a pensar no que vou ganhar com isso. Dar interesseiramente. Quando se dá a pensar no que se vai receber deixa-se de dar e passa-se a trocar . Troco aquilo que dou pelo que quero receber. Dar e não querer nada em troca. Mas, saber acolher e receber o benefício interior do ato de dar. Assim que decidimos dar e oferecemos o que quer que seja, a nossa recompensa não virá do uso que o recetor da nossa dádiva fará dela, nem do que esse recetor poderá dar em troca, mas sim do bem-estar que se gera, interiormente, pelo simples facto de termos conseguido dar, partilhar, desprender, libertar... A liberdade de dar sem desejar nada em troca. Hoje dia 25 de abril (1974). Sou livre de me expressar, sou livre de dar e de procurar ser o que desejo ser, sem limites (salvo, os meus limites, reais e imaginários e os limites do mundo onde vivo, reais e imaginários). Com limites, mas com infinitas possibilidades. ...

Satisfeito com a vida

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A satisfação com a vida é influenciada por cinco fatores, de acordo com Calixto e Martins  da Universidade do Minho (2010) - Integração na sociedade; Realização pessoal; Segurança; Relações interpessoais;  Saúde. Para alcançar todos estes fatores inserir-mo-nos num programa de exercício físico focado na saúde mental é um ingrediente que permite que a receita se concretize e o resultado seja o esperado. Partindo dos nossos recursos, por mínimos que sejam, poderemos passo a passo, sem grandes ambições, atingir grandes resultados.  Salvador Dalì, Paesaggio con fanciulla che salta la corda.   Catarina Daniela Santos Mourinho, na sua Tese sobre Depress ã o, Ansiedade, Satisfa çã o com a Vida em adultos: Rela çõ es com a Pr á tica de Atividade F í sica da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias –  Escola de Psicologia e Ciências da Vida apresenta os Benefícios psicológicos da atividade física: Aumenta                                                            Diminui Performance...

Deixar ir

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A facilidade com que acrescento mais uma coisinha aos meus dias é muito superior à dificuldade com que me liberto de menos uma coisinha para fazer no meu dia. Adiro a todos os desafios e, se me chegarem sob a forma de: são saudáveis, são giros, são bons, vão fazer bem a mim ou aos outros; então estico-me toda para os conseguir abarcar. Nem reparo que preciso de deixar ir, deixar cair, deixar de fazer, algumas coisas. Sou humana, e por mais que imagine conseguir fazer, tenho os limites, os limites do tempo e do espaço que se impõem. Ter "todo o tempo do mundo" é uma utopia, mesmo para quem está preso, ou isolado. Apenas teremos "todo o tempo do mudo" quando perdermos a vida. É esta dualidade que hoje me ocupa. Gostaria de viver como se tivesse muito tempo para fazer cada uma das coisinhas que imagino fazer. Com calma, com atenção, uma de cada vez, sem atropelos e com muito gosto na execução até chegar a um resultado (já nem digo ao resultado imaginado , pois bem sei ...

Reconstrução Familiar

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Nascemos a meio de um filme que já se iniciou há muito tempo e irá continuar para além de nós. Nascemos num enredo familiar e social intrincado. Nascemos desprovidos de juízos de valor, sem capacidade para julgarmos. Vamos aprendendo a partir do nosso instinto de sobrevivência a evitar o que nos é desagradável e a atrair o que nos agrada. Co-construimos, com o mundo ao nosso redor, o nosso mudo psiquico, as bases da nossa personalidade, as formas mais elementares de reagirmos, as preferências, as memórias... quanto mais tempo passa mais elaborados vamos sendo, mais experiências acumulamos, mais quereres, mais gostos e desgostos, mais história e estórias. JENNY HELLERS A Reconstrução Familiar é um processo desenvolvido por Virginia Satir. Virgínia Satir nasceu em 16 de junho de 1916 (muitos filmes já haviam decorrido até essa data) em Neillsville. Neillsville é uma cidade localizada no estado norte-americano de Wisconsin, no Condado de Clark. Oscar Alfred Reinnard Pagenkopf e Minnie H...

Entrevista Motivacional

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Inevitável, o tema da entrevista. Entrevista. É uma conversa entre duas pessoas, entrevistador e entrevistado. Agora, neste tempos modernos, será mais uma conversa entre uma pessoa e um ecrã. Uma conversa conduzida com um sentido, o sentido que o entrevistador pretende dar, pelo caminho que o entrevistado nos permite ir, até chegarmos a um destino que nem entrevistador nem entrevistado conhecem. O entrevistador prepara-se para a entrevista com um guião (a sua agenda secreta) com conceitos e preconceitos, desbloqueadores de conversa, métodos de escuta e métodos de questionamento e procura dar o sentido pretendido à sua entrevista. A entrevista deixa de ser do entrevistador logo à primeira pergunta. O entrevistado tem o poder enorme de indicar o caminho da conversa. O entrevistador segue por onde o entrevistado lhe permitir ir, conduzindo, pelos trilhos do discurso do entrevistado. Pelo caminho usam-se todas as estratégias e mais algumas, as ideias criativas, as perguntas fora do context...

Não são os outros, SOU EU

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Quando nos parece que tudo à nossa volta está errado, quando todos parecem unidos para nos chatear, chegou o momento de parar para pensar que não são os outros. Sou eu . Eu. A única pessoa que conseguiremos mudar, por nossa vontade. E... se o mundo parece estranho, confuso, hostil, sou eu que possuo em mim a possibilidade de fazer a diferença. Esta filosofia de vida tem os seus alicerces no Estoicismo. O estoicismo era originalmente conhecido como "Zenonismo", em homenagem ao fundador Zenão de Cítio (século III a.C.). No entanto, este nome foi substituído por "Estoicismo" que deriva do Stoa Poikile (grego antigo: ἡ ποικίλη στοά), ou "alpendre pintado", trata-se de uma alusão a uma coluna decorada com cenas de batalhas míticas e históricas, no lado norte da Ágora em Atenas, onde Zenão e os seus seguidores se reuniram para discutir as susa ideias. Para os seguidores do estoicismo o caminho da felicidade faz-se iniciando em nós, atravessando por nós e termina...

Quando desejamos em excesso

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Na doutrina budista,  e no idioma Pali, TANHA é a palavra que Buda usou para definir a sede, a ânsia, o desejo que é a fonte do sofrimento humano. Existem várias ordens de desejos. Desire de SOUMEN DAS Os desejos básicos de prazer aos nosso sentidos como comermos algo que nos sabe muito bem, ao fazê-lo verificamos em nós a vontade de comer e continuar a comer até nos sentirmos satisfeitos. O desejo de nos tornarmos determinada coisa, como por exemplo sermos mais felizes, mais saudáveis, mais tranquilos. Ou seja o desejo de nos tornarmos algo diferente do que somos atualmente. Quando nos desiludimos na persecução do que desejamos ser, então desejamos evitar os sentimentos de ansiedade, depressão, rejeição, fúria. Ose desejos de não ser de determinada maneira. Aquilo que eu desejo ser está muito associado àquilo que eu não desejo ser. Quando eu desejo não me apegar e largar, libertar-me de todos os meus desejos já estou só por si a desejar... (missão impossível) Os desejos não são o qu...

Acolher sem julgamento

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Quando a nossa mente fica mais flexível, mais ampla, sentimos mais espaço e mais tempo antes de nos sentirmos irritados e, esse espaço e esse tempo permitem-nos uns breves momentos para avaliar melhor a situação que está preste a fazer-nos explodir e, quando avaliamos, acolhemos no nosso entendimento outras perspetivas, outras ideias e motivações envolvidas e sentimos compreensão (expandimos a nossa mente). Nesse preciso momento em que acolhemos (a perspetiva dos outros e a nossa numa ampla e neutra sala) e juntamos tudo no tal espaço e tempo , que conseguimos conquistar à nossa vontade rápida e impulsiva de nos irritarmos por tudo e por nada, nesse preciso momento, conseguimos relativizar, respirar fundo, centrar-mo-nos, sem julgar, no que está a acontecer e ver mais clara e tranquilamente. Mexican talavera ceramic tile pattern cute naive vector image Os juízos de valor, sobretudo os precipitados não costumam dar bom resultado. Desencadeiam comportamentos e palavras inadequadas, pois ...

As cores que nos camuflam

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As cores que vestimos também podem ser terapêuticas, assim como as cores que nos chegam à retina, a maior parte do tempo. As cores mais frequentes do nosso ambiente envolvente influenciam a forma como nos sentimos. Que cores são essas? As cores são relacionadas com os diferentes comprimentos de onda do espectro eletromagnético. São percebidas por cada um de nós através dos órgãos de visão, as cores são uma sensação que nos permite diferenciar os objetos do espaço com maior precisão. Cores do espectro visível Cor Comprimento de onda Frequência vermelho ~ 625-740 nm ~ 480-405 THz laranja ~ 590-625 nm ~ 510-480 THz amarelo ~ 565-590 nm ~ 530-510 THz verde ~ 500-565 nm ~ 600-530 THz ciano ~ 485-500 nm ~ 620-600 THz azul ~ 440-485 nm ~ 680-620 THz violeta ~ 380-440 nm ~ 790-680 THz   As cores são fortes indutores de estados de espírito e por isso poderão ser usadas para promover o bem estar. Quanto melhor entermos as cores e o seu efeito em nós, ma...

Músicas que nos fazem sentir ALIVE

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Estratégias para ser feliz: Quando a sensação de bem estar, de plenitude, não surge espontaneamente com o desabrochar da primavera (que também não é espontâneo). Quando a sensação de bem-estar não surge de forma instantânea como quem diluí um(a) tang(a) e (m)água, teremos de dar uma ajuda... A música, poderá ser uma estratégia. Vivemos numa época em que já não precisamos de ficar à espera que o locutor de rádio se cale para gravarmos, numa cassete, a música que está na berra e da qual mais gostamos, a música que se enquadra naquele momento da nossa vida e se torna a banda sonora daqueles dias, daqueles assuntos da nossa vida. Vivemos numa época em que não precisamos de comprar os LP's em vinil para ficarmos a conhecer as letras das canções que gostamos de trautear ao mesmo tempo que as ouvimos e, até subir o tom, na altura do refrão (convencidos que estamos a cantar muito bem). Vivemos numa altura em que podemos juntar todas as músicas das quais mais gostamos, ou as mais significat...

Don't it make you smile? When the sun don't shine? (It don't shine at all)

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Os dias de sol são muito mais inspiradores de sorrisos, mas o que se passará connosco quando, mesmo com sol, o sorriso teima em não sair? Quando o nosso sol interior se escondeu, por detrás de densas nuvens, de tal forma que não desperta sorrisos, nem mesmo sorrisos tristes, o que poderemos fazer? Forçar o sorriso, mesmo sem vontade... dizem que quando sorrimos o mundo sorri de volta. Talvez quem diga isso nunca tenha sentido a ausência do sorriso. A ausência da vontade de sorrir. Aquela ausência que, mesmo forçando, não faz o sorriso aparecer. Onde está o nosso sol? O sol que nos fará sorrir de novo? Por detrás das nuvens. E que nuvens são estas que nos roubam os sorrisos? E de que forma podemos fazer dissipar as nuvens ou afastá-las, apenas, para poder deixar o sol espreitar? Todas as estratégias são boas, desde que sejam estratégias com principio, meio e fim. Estratégias verdadeiras , entusiasmantes, concretizáveis, prazerosas. Qual é a vossa estratégia para afastar as nuvens? O qu...

E, quando meditar não relaxa?

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Quando somos completamente prisioneiros de relógios, desde o biológico (inseparável), aos de pulso (fora de moda), aos que se espalham pelos locais onde estamos (forno, microondas, mesa de cabeceira, meios de transporte), aos tecnológicos (telemóvel, computador, televisão, rádio), quando somos completamente mergulhados em tempo, com prazos para cumprir, com horários para regular, como fazer para meditar? Quando contamos os segundos, quando no minuto presente estamos a pensar no que vamos fazer no minuto seguinte e a pensar no que ainda não fizemos e no que temos para fazer mas não nos apetece. Como conseguiremos parar para meditar? Quando sufocamos o nosso ser, em regras e rotinas medidas pelas escassas horas do dia, quando tudo isto acontece, até meditar se encaixará perfeitamente na rotina, no tempo e se tornará em mais um momento , mais um grão de areia na nossa ampulheta do tempo. Será que vamos conseguir colocar mais esse grão no nosso dia? Quando se parte para uma meditação, de p...

A menina a quem o mar não obedecia

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Ser com as crianças, acreditar em fantasias e achar todo o mundo que nos rodeia, mágico e fantástico... Ser como crianças e fantasiar... Fantasiar com a existência de almas gémeas, fantasiar com a  ocorrência de fenómenos da natureza controlados pela nossa força mental, ou pela nossa influência no ecossistema, fantasiar com o poder de controlar e mudar os outros, fantasiar com o poder de controlar a nossa vida....  Isto é ser criança. Ser inocente, ser poderosamente centrado em si, nos seus sonhos, nos seus poderes, nas suas capacidades, ser crente das suas possibilidades de realização de sonhos e... fantasias. No mundo interior infantil, tudo é possível, até o absurdo. Para evoluir, para evitar a estagnação, para evitar a depressão, convidam-nos a sermos crianças, a descobrir a criança criativa que adormeceu em nós, a fazer renascer em nós a esperança, a fantasia, as emoções mais básicas e mais poderosas.  Contudo, a inocência já não existe e já não conseguimos enganar a criança que h...

Faz a vontade à tua criança interior

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Deixa-a ser feliz. E, se hoje acordasses como quando tinhas 10 anos? Que sentimentos despertarias em ti? A que modos de ser, de apreciar as coisas, as pessoas e os momentos recorrerias? E, se ao longo do dia mantivesses a criança bem acordada e presente em ti? De que forma irias ver o que tens para fazer ou o que te é dado a experimentar? Hoje acordei assim, infantilmente feliz. Ao tomar banho, com um gel de duche da marca nivea, deixei-me transportar para a praia da minha infância, altura em que a minha mãe me besuntava toda com creme nivea (o da caixinha azul) e eu ficava assim, ainda mais branquinha, a apanhar os primeiros raios de sol da manhã. O meu pai, não me deixava aquecer muito, e convidava-me logo a ir à água. Quando se chega à praia, cumprimenta-se a areia e logo de seguida o mar, mesmo que ainda esteja frio, o primeiro mergulho deve ser dado assim que se chega à praia.  E lá ia eu, pela mão do meu pai encher-me de areia nos meus mergulhos à beira-mar. Voltava para a toalha...

Renascimento a cada dia

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Bom dia! Chego ao fim de uma formação, chego ao fim de um desafio e já refleti sobre o que significa chegar ao fim (publicação anterior). Sinteticamente, o fim é o culminar de um compromisso e o inicio de outras concretizações, jornadas, num contínuo que nós, seres humanos, subdividimos para nos organizarmos melhor, para medirmos melhor, mas que no fundo são um contínuo de dias que correspondem à nossa vida. Há aqui, no entanto algo que deve permanecer mais do que a mudança... que será o sentido da mudança . Todos os dias mudamos, porque a mudança se impõe naturalmente nos nossos dias, mas que mudanças impomos nós a nós próprios? Encontrar um sentido e dar sentido à vida é trabalho nosso. Manter-mo-nos no nosso projeto, é determinação nossa, persistir e resistir à inevitáveis contrariedade e adversidades, é força nossa. Onde iremos buscar esta força e determinação que necessitamos diariamente para nos sentirmos a viver? Como se nos sentíssemos a conduzir a nossa vida? Podemos optar por...

Completei a minha formação e agora?

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Acontece tantas vezes aos jovens, quando completam os seus ciclos de estudos, e continua a acontecer aos adultos que continuam a formar-se, chegarem a um ponto de "meta", um ponto de fim de uma formação. Uma formação que se certifica com um diploma, que se termina com uma celebração, que nos preenche o currículo (e a alma). Contudo, mais do que um ponto de chegada, qualquer formação é um ponto de partida . Quando se parte para uma formação coloca-se todo o empenho, expetativas e abertura da mente operacionais para receber a novidade, a estranheza do que se possa encontrar. Quando se parte estamos disponíveis para nos questionarmos, nos desinquietarmos e sairmos da nossa zona de conforto. Quando se chega, encontra-mo-nos novamente num ponto de partida. Guarda-se o certificado, atualiza-se o currículo e parte-se da questão. O que vou fazer com o que aprendi? O que vou fazer com os conteúdos e com as mudanças que esta formação operou em mim? A mudança já se iniciou, dentro do ca...

O mundo ao contrário

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É letra de uma canção dos Xutos e Pontapés, que no refrão diz: "Se gosto de ti Se gostas de mim Se isto não chega Tens o mundo ao contrário"   Partindo da premissa do amor, se não será suficiente para que a vida aconteça, então temos o mundo ao contrário!   Provavelmente vivemos num mundo ao contrário a maior parte do nosso tempo e, quando nos questionam, quando nos pedem, ou quando a vida nos solicita outra forma de fazer e pensar, então temos a sensação de sairmos dos nossos limites, de usarmos o pensamento divergente, a sensação de questionarmos os nossos valores e ideias para colocarmos o mundo ao contrário, mas na realidade é nessa a altura, por breves momentos, que acertamos o mundo.   Ver o mundo ao contrário, pensar o mundo ao contrário, por vezes é a forma mais correta de ver e pensar, é a forma que nos permite o movimento.   É um exercício poderosíssimo este de virar tudo ao contrário.   Exemplo: numa publicação anterior, comparava as emoções a um leão e o raciocíni...

Auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal

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Deixamos de crescer mas não deixamos de nos desenvolver, cada dia, temos uma nova oportunidade de o fazer, se a desperdiçamos ou a se a aproveitamos é connosco, é responsabilidade nossa. Por vezes passamos muitos dias, sem observarmos o que se passa connosco, empurramos para debaixo do tapete as preocupações ou acumulamos em caixinhas as nossas frustrações. Se não as vemos, se não as sentimos e se as esquecemos, talvez elas, só por si, desapareçam, se libertem, apesar de enclausuradas. Engano. Não só não desaparecem como se estragam, fermentam e vão libertar-se da pior forma possível na pior altura da nossa vida. Para que isto, que nós sabemos tão bem que é verdade, e que já aconteceu connosco, não aconteça com muita regularidade ou com muita intensidade é preciso que, em vez de esconder; assumir, olhar, sentir, entender, lidar, gerir... Nós podemos tomar conta de nós, do que sentimos e do que nos acontece. Nós podemos ser inteligentes e usar e a nossa capacidade de análise e decisão, ...

Admirável mundo novo

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É o título de um livro editado em 1932 por Aldous Leonard Huxley (um inglês nascido em Los Angeles, em 1894) e que dá um título fantástico, a uma obra que reflete sobre a desumanização dos seres humanos. Estarão os seres humanos, atualmente a desumanizarem-se ou a tornarem-se mais humanos? A pandemia "obriga" ao distanciamento, sentido por uns como tão oportuno, pois é-lhes dada a grande justificação para os seus comportamentos de isolamento e anti-sociais e, sentido por outros como tão difícil de aguentar, aumentando em muito a vontade de se aproximarem e partilharem. Entre um extremo e o outro uma vastidão de nuances , destas formas de encarar a pandemia. Logo, só nos iremos tornar menos humanos se quisermos. Temos o livre arbítrio da escolha, ou pelo menos de algumas escolhas. O que é ser humano? É presumir que se é superior aos animais? E quanto mais se conhecem os animais mais esta presunção se inverte, acabando nós por constatarmos que os animais estão muito mais adapta...

Gestores da nossa vida

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Ninguém ensina a gerir vidas. Ou será que o curso de psicologia se deveria chamar Gestão de Vidas? Se se aprende a gerir vidas, vamos lá ver como se faz! Partimos da premissa que sabemos tão pouco acerca de nós, não sabemos muito bem o que queremos, nem com que intensidade devemos querer, nem se será bom para a nossa vida o que queremos, ainda menos sabemos o que temos e que devemos abdicar. Entre o perder e o ganhar o equilíbrio é difícil e parece ser algo aleatório que se vai fazendo ao ritmo do tempo. Para reduzir a aleatoriedade e sentir o prazer de conduzir a nossa vida, poderemos: 1. Escrever o que queremos e o que não queremos num papel e colar no frigorífico. Para descobrir o que verdadeiramente se quer poderemos dar atenção ao sentimento da inveja. O que nos faz sentir inveja? E podemos dar atenção ao sentimento do medo. O que nos faz sentir medo? E podemos dar atenção aos pensamentos que nos distraem. Em que penso quando devia estar focado num trabalho importante e dou por mi...

Ser mais feliz é tão fácil...

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Desfrutar da nossa vida, tal qual ela é, introduzindo pequenas alterações que nos tornaram muito mais felizes. Aqui deixo algumas dicas: - se acordar às cinco da manhã, isso não é insónia, é o seu corpo a dizer que já se reestabeleceu e que está pronto para iniciar um novo dia (se se deitou às às 10h, já terá dormido 7h). - se se vai vestir, faça-o escolhendo cores alegres, ouse um pouco mais. - se vai tomar uma refeição, faça-o com calma e algum requinte. E se tiver um espaçoa ao ar livre, porque não aproveitar. - ouça músicas que o deixam bem disposto, poderá ter uma playlist das suas melhores músicas, aquelas ao som das quais se apaixonou e em que viveu momentos apiaxonantes. - faça tudo com vontade de fazer o que está a fazer, coloque intensão nos seus gestos (se estiver a fazer algo contrariado, conduzirá mensagens ao seu cérebro de mau-estar e dor, tornando tudo mais difícil e penoso). - ande mais vezes descalço. - massage a nuca quando lava a cabeça e também os pés. - procure c...

Feliz Páscoa!

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Qual Páscoa? Que significado tem para nós a Páscoa? Quais foram as melhores Páscoas da nossa vida? O que fizemos, o que aconteceu? E agora? Seremos felizes nesta Páscoa? Ou seremos felizes neste dia? Conseguiremos que este dia fique gravado na nossa memória como aqueles dos quais nos recordámos, como tendo sido "as melhores Páscoas da nossa vida"? Pandemia e Felicidade não rimam. Mas, Imunidade e Felicidade, sim. Irá demorar muito tempo a chegar? Em forma de vacina, ou de medicamento, em forma anticorpos e/ou de incremento das nossas defesas, seja de que forma for... Precisamos de criar esta imunidade para regressar à felicidade. Àquela felicidade que ainda hoje nos faz felizes só de a recordarmos, àquela felicidade que se espera que regresse, ainda melhor, com mais intensidade. Feliz espera, pela felicidade que já tivemos um dia...    

Tal como a nossa casa, o amor também tem de ser cuidado

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Em altura de limpezas de primavera, em tempo de renovação de interiores e do nosso interior, não podemos deixar de renovar também relações. Não somos só nós, não são só as coisas, não é só a natureza, que se renovam, tão ou mais importante e, a acompanhar todos estes renascimentos, será fazer renascer relações, emoções, sentimentos. No principio, parece difícil, iniciar uma mudança numa relação, iniciar unilateralmente. Será agora, porque eu decidi, e até já imaginei como quero que mude e para onde quero que mude que irá resultar, que irá acontecer? RELAÇÕES! Não sou só eu, não são objetos, não é a natureza (que ninguém controla). São os outros , que não são bonecos, nem estão ali só porque nós queremos, a fazer o que nos apetece que eles façam.  Se estamos numa relação, se nos comprometemos com alguém de alguma forma, remodelar essa relação passará por melhorar a nossa capacidade de comunicação, a nossa capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, a nossa capacidade de perspetivar,...

O que nos motiva para a ação

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É Sexta-feira Santa, estamos no Tríudo Pascal. Depois da Quaresma (o caminho, o processo), chegamos ao momento da transformação, do renascimento. Segunda feira Santa, depois de Domingo de Páscoa, para quem se propôs e fez o caminho, será dia de nova partida. Renascemos no domingo, festejamos as conquistas e segunda feira estaremos novamente na casa da partida, diferentes, mas iguais. O que nos motivará para a ação e, que ação iremos desencadear, de que forma aplicaremos as aprendizagens adquiridas e consolidadas pela nossa experiência, até aqui? O que mais desejo é sentir-me clarividente a todo o momento, ter as respostas certas. A cada passo, a cada decisão conseguir sentir e analisar e decidir sempre da forma mais correta, conseguir distinguir e classificar o que é verdadeiramente importante a cada segundo. O que mais desejo é ser um pequeno deus, omnipresente, omnisciente e omnipotente. É essa centelha de Deus que procuro em mim em cada dia para me conduzir de manhã até à noite e de...