Renascimento a cada dia

Bom dia!


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Chego ao fim de uma formação, chego ao fim de um desafio e já refleti sobre o que significa chegar ao fim (publicação anterior).


Sinteticamente, o fim é o culminar de um compromisso e o inicio de outras concretizações, jornadas, num contínuo que nós, seres humanos, subdividimos para nos organizarmos melhor, para medirmos melhor, mas que no fundo são um contínuo de dias que correspondem à nossa vida.


Há aqui, no entanto algo que deve permanecer mais do que a mudança... que será o sentido da mudança.


Todos os dias mudamos, porque a mudança se impõe naturalmente nos nossos dias, mas que mudanças impomos nós a nós próprios?


Encontrar um sentido e dar sentido à vida é trabalho nosso. Manter-mo-nos no nosso projeto, é determinação nossa, persistir e resistir à inevitáveis contrariedade e adversidades, é força nossa.


Onde iremos buscar esta força e determinação que necessitamos diariamente para nos sentirmos a viver? Como se nos sentíssemos a conduzir a nossa vida?


Podemos optar por dois caminhos:


1. Não sou eu que conduzo a vida, é ela que me conduz a mim, pelo que apenas tenho de estar atento ao que me vai acontecendo.


2. Devo saber para onde vou, descobrir o meu propósito, devo propor-me a algo que me tornará mais pleno ou mais feliz, encontrar o melhor de mim mesmo e para isso devo ter um plano (um mapa), ainda que tosco e para isso devo sobretudo permanecer no plano (permitindo alguns desvios, mas com referência ao plano).


Se optarmos pelo caminho número 2, então teremos outro desafio pela frente que é permanecer num plano, ir subindo degraus, ou dando passos, não permanecer sempre na casa da partida todos os dias...


Todos os dias ocorre um renascimento, um reinicio, bem sei, mas para evoluirmos não devemos estar sempre a começar ou a recomeçar.


A consciência, que é ajudada pelos dados que recolhemos num antes e num depois, informa-nos e coloca-nos em diferentes patamares, e quanto mais à frente, maior o nosso envolvimento e responsabilidade com o projeto da nossa vida.


Por vezes precisamos dos outros, para que meçam e informem, que sugiram correções à trajetória, que nos iluminem o caminho (as conversas, orações e mantras, etc, entram aqui).


Nós não somos auto suficientes, somos seres sociais e, na nossa vida e, no nosso propósito, os outros estão inevitavelmente incluídos, são importantes e devemos receber a sua importância e dar-lhes a sua importância, numa simbiose que nunca é perfeita mas que se vai equilibrando com o tempo (agora eu para ti, depois tu para mim).


As concretizações, raramente são atos individuais e estéreis, atingem-nos a nós e a todos os que nos rodeiam.


A manutenção no caminho é reflexo de força e determinação, de criatividade e de adaptação, da nossa e da dos outros.


A manutenção no caminho deve ser renovada a cada dia, reforçada a cada dia e isso significa que todos os dias devemos ter um espaço e um tempo para refletir no que queremos (assim que acordamos) e outro espaço e tempo para agradecer o que alcançamos e refletir sobre o que fizemos (antes de adormecer).


 


 


 

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