Quando desejamos em excesso

Na doutrina budista,  e no idioma Pali, TANHA é a palavra que Buda usou para definir a sede, a ânsia, o desejo que é a fonte do sofrimento humano.


Existem várias ordens de desejos.


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Desire de SOUMEN DAS


Os desejos básicos de prazer aos nosso sentidos como comermos algo que nos sabe muito bem, ao fazê-lo verificamos em nós a vontade de comer e continuar a comer até nos sentirmos satisfeitos.


O desejo de nos tornarmos determinada coisa, como por exemplo sermos mais felizes, mais saudáveis, mais tranquilos. Ou seja o desejo de nos tornarmos algo diferente do que somos atualmente.


Quando nos desiludimos na persecução do que desejamos ser, então desejamos evitar os sentimentos de ansiedade, depressão, rejeição, fúria. Ose desejos de não ser de determinada maneira.


Aquilo que eu desejo ser está muito associado àquilo que eu não desejo ser.


Quando eu desejo não me apegar e largar, libertar-me de todos os meus desejos já estou só por si a desejar... (missão impossível)


Os desejos não são o que nós somos mas conduzem os nossos comportamentos e irão continuar a ter esse poder de nos conduzir, se nós assim o permitirmos.


Cabe-nos a nós adquirir o conhecimento sobre o que representam para nós os nossos sdesejos e se os devemos seguir cegamente, sem os questionar, como se eles fossem o mais importante a nossa vida.


Se o fizermos, muito provavelmente, em pouco tempo, estaremos cheios de atividades, rotinas, objetos, comida, sons.... pois é natureza humana estar sempre a desejar


Devemos reconhecer os nossos desejos, apreciá-los, valorizá-los na medida do adequado.


Encontrar o equilíbrio, essa fórmula tão difícil de alcançar.

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