É proibido proibir
Se não é deveria ser. Por uma questão de igualdade não haveria de haver uns que proíbem e outros que estão proibidos. Uns que proíbem todos, inclusive a si próprios, e outros que obedecem à proibição.
O fruto proibido é sempre o mais apetecido. Logo proibir em vez de impedir que algo se faça ou aconteça irá lembrar, sublinhar, despertar o interesse não só por se fazer o que é proibido mas também o interesse em aproveitar a oportunidade de testar os limites de quem se atreveu a proibir, em questionar o porquê dessa proibição, em validar as razões subjacentes e avaliar se o que é proibido será correto e justo também da sua perspetiva.

Big Eyed Girl Forbidden Flowers Painting
Proibir, torna tudo mais apetecido... ainda mais do que se não houvesse proibição nenhuma.
Quantas proibições colocamos nós na nossa cabeça? Proibições nossas que aprendemos com a experiência da nossa vida. Algumas dessas proibições interiorizadas em idades muito precoces e outras mais recentes.
Proibições que nos limitam as ações. Mas porquê? Seriamos assim tão maus seres humanos se não nos proibíssemos de ser ou fazer de determinada maneira? Se não respeitássemos as nossa proibições e as proibições dos outros que tipo de "animal" seriamos? Um monstro? Ou um pacífico ser humano, em paz consigo e com o mundo que o rodeia.
Quantas vezes ao longo do dia obedecemos a proibições? E que proibições são essas? Fazem sentido? E porque as consideramos proibições? Porque as entendemos como proibições?
Quando proibimos proibir, já estamos a proibir e a tirar a validade à frase. Proibir deveria ser possível, e também considerado um ato de liberdade. Porque não poderei eu proibir à vontade?
Liberto-me ao proibir-me.
Liberto-me aceitando que algumas proibições são elementares ao funcionamento da minha unidade de vida e ao sistema em que me insiro.
A tónica assenta sobre a forma como vivemos ou interpretamos as proibições. Incomodam-nos? Porquê?
Encontrar essa justificação, aceitar e interiorizar a proibição como uma opção de vida e não como algo proibido ajuda imenso a viver em paz... a ser o tal ser humano pacífico, resolvido, e não oprimido ou contrariado, pelas proibições que não entende nem nunca procurou entender.
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