Admirável mundo novo

É o título de um livro editado em 1932 por Aldous Leonard Huxley (um inglês nascido em Los Angeles, em 1894) e que dá um título fantástico, a uma obra que reflete sobre a desumanização dos seres humanos.


Estarão os seres humanos, atualmente a desumanizarem-se ou a tornarem-se mais humanos? A pandemia "obriga" ao distanciamento, sentido por uns como tão oportuno, pois é-lhes dada a grande justificação para os seus comportamentos de isolamento e anti-sociais e, sentido por outros como tão difícil de aguentar, aumentando em muito a vontade de se aproximarem e partilharem.


Entre um extremo e o outro uma vastidão de nuances, destas formas de encarar a pandemia.


Logo, só nos iremos tornar menos humanos se quisermos. Temos o livre arbítrio da escolha, ou pelo menos de algumas escolhas.


O que é ser humano?


É presumir que se é superior aos animais? E quanto mais se conhecem os animais mais esta presunção se inverte, acabando nós por constatarmos que os animais estão muito mais adaptados do que nós à natureza e são muito mais inteligentes do que nós.


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Se, ser humano é viver na ilusão da supremacia da inteligência, então também não se perde grande coisa quando nos desumanizamos.


Talvez até seja vantajoso, deixarmos de ser tão humanos e passarmos a ser mais animais, instintivos, aproveitando todas as potencialidades do nosso corpo e das nossas emoções, para vivermos em harmonia uns com os outros e com a natureza.


Cada dia, a cada hora, a cada minuto deveremos estar atentos e vigilantes.


 

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