Deixar ir
A facilidade com que acrescento mais uma coisinha aos meus dias é muito superior à dificuldade com que me liberto de menos uma coisinha para fazer no meu dia.
Adiro a todos os desafios e, se me chegarem sob a forma de: são saudáveis, são giros, são bons, vão fazer bem a mim ou aos outros; então estico-me toda para os conseguir abarcar.
Nem reparo que preciso de deixar ir, deixar cair, deixar de fazer, algumas coisas.
Sou humana, e por mais que imagine conseguir fazer, tenho os limites, os limites do tempo e do espaço que se impõem.
Ter "todo o tempo do mundo" é uma utopia, mesmo para quem está preso, ou isolado. Apenas teremos "todo o tempo do mudo" quando perdermos a vida.
É esta dualidade que hoje me ocupa. Gostaria de viver como se tivesse muito tempo para fazer cada uma das coisinhas que imagino fazer. Com calma, com atenção, uma de cada vez, sem atropelos e com muito gosto na execução até chegar a um resultado (já nem digo ao resultado imaginado, pois bem sei que este sofre algumas adaptações quando colocado na prática).

Para conseguir sentir este privilégio, de sentir que tenho muito tempo para fazer determinada coisa, a única maneira é deixar de fazer todas as outras imensas coisa que estão ali à porta a chamar a minha atenção (espero que de senha na mão para facilitar a gestão das prioridades, e já agora uma senha cujo o critério não seja a ordem de chegada mas o que é mais adequado e pertinente).
É isso mesmo, Hoje vou fazer só uma coisinha de cada vez e deixar todas as outras aguardando a sua preciosa vez.
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