Acolher sem julgamento

Quando a nossa mente fica mais flexível, mais ampla, sentimos mais espaço e mais tempo antes de nos sentirmos irritados e, esse espaço e esse tempo permitem-nos uns breves momentos para avaliar melhor a situação que está preste a fazer-nos explodir e, quando avaliamos, acolhemos no nosso entendimento outras perspetivas, outras ideias e motivações envolvidas e sentimos compreensão (expandimos a nossa mente).


Nesse preciso momento em que acolhemos (a perspetiva dos outros e a nossa numa ampla e neutra sala) e juntamos tudo no tal espaço e tempo, que conseguimos conquistar à nossa vontade rápida e impulsiva de nos irritarmos por tudo e por nada, nesse preciso momento, conseguimos relativizar, respirar fundo, centrar-mo-nos, sem julgar, no que está a acontecer e ver mais clara e tranquilamente.


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Os juízos de valor, sobretudo os precipitados não costumam dar bom resultado. Desencadeiam comportamentos e palavras inadequadas, pois são fruto de um julgamento muito particular, carregado das nossas aprendizagens muito próprias que podem enviezar a avaliação que fazemos e colocá-la de forma completamente dissonante na situação em causa.


A tentação de julgar tudo e todos é enorme, pois crescemos nós também assim a ser julgados e avaliados a cada momento. Quando deixamos de ser crianças é inevitável o surgimento da vontade incontrolável de julgar os outros, de exercer o poder, como o sentimos na nossa pele, no nosso mais íntimo ser.


Repetimos este ciclo ad eternum primeiro sem consciência e depois, quando adquirimos a consciência já os nossos filhos são quase adultos e já estamos atrasados para remediar nesta geração ou na geração seguinte este padrão.


Lamento.


A esperança reside na nossa força de vontade, a força de vontade para moldarmos, não os outros, mas nós próprios, de olharmos para nós sem nos julgarmos, acolhermos quem somos, sermos simpáticos connosco, olharmos primeiro para dentro, entrar num processo de contínuo desenvolvimento usando todas as técnicas e estratégias que estejam ao nosso alcance.


Permanecer nesse caminho do desenvolvimento pessoal, insistentemente, consistentemente.


Os resultados irão aparecer e permitir-nos-ão uma maior paz interior e exterior e uma brisa de felicidade.


 


 

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