Brilho no olhar
Passo da estrela de Belém para os olhos de quem para nos olha e de quem por nós olha! Manter o brilho, sorrir com o olhar nunca foi tão importante, como agora, altura em que o sorriso dos lábios está maior parte do tempo escondido. Sentir a proximidade nunca foi tão raro e único como agora, altura em que temos medo de nos cruzarmos, de estarmos próximos demais, uns dos outros. Quando alguém rompe a barreira da distância mínima de 2 metros, já estamos nós a dar um passo atrás, ou no mínimo, a pensar: "Só espero que não esteja infetado e que aquele ar que acabou de expirar não passe pela máscara e não traga o Corona Vírus.
Depois de um contato em que claramente não se cumprem as regras da boa etiqueta respiratória, divulgadas pela DGS, ficamos à espera que passe uma semana ou duas, atentos aos sintomas à espera do bafejo da sorte e a sentir alguma alegria por ainda não ter sido desta, orgulhosos por ter conseguido visitar a avó e ter corrido tudo bem.
O pior é que a nova estirpe é mais veloz que a vacina e parece querer chegar a todos antes mesmo do plano nacional de vacinação o ter feito.
Ser querido e simpático, pode custar muito caro, quando isso se traduz num momento de convívio, à moda antiga, sem máscara e com um abraço e um beijinho. Pois, como dizia o Emanuel, "se elas querem um abraço ou um beijinho, nós pimba... (podemos infetá-las)!"
Quem já esteve infetado tem sequelas que os que nunca estiveram infetados não quererão sequer experimentar.
Por isso, em prol de todo o carinho que sentimos uns pelos outros, cuidar, neste tempo, tão virado do avesso, cuidar, é equivalente a manter a distância, evitar o convívio, não abrir exceções e continuar a usar a máscara, bem colocada, higienizar as mãos, ter muito cuidado quando nos alimentamos, cuidado este relacionado com a confeção os alimentos e relacionado com o local onde tomamos as refeições. Ter receio de partilhar objetos como ratos, teclados, mesas, canetas, telefones e telemóveis e não levar mãos mal lavadas ou mal desinfetadas à cara, nariz, boca.
O Corona Vírus é demasiado destruidor para baixarmos a guarda, porque já estamos cansados, porque na nossa cabeça já chega de confinamento ou porque achamos que depois de 2 meses fechados em casa, já desempenhamos o nosso papel, já demos o nosso contributo e que agora, já chega, que a vida tem de continuar.
A vida tem de continuar, mas de forma diferente e essas diferenças devem tornar-se constantes e permanentes até que "pegar corona vírus não seja mais do que uma constipaçãozinha" algo que infelizmente ainda não sucedeu em nenhuma parte do mundo, apesar do início da vacinação.
Protejam-se, treinem o sorriso com o olhar e não percam nunca o vosso brilho! Ele irradia e chega, mesmo guardando a distância.
Torre de Belém sem ninguém à vista, numa manhã gélida de Janeiro. Fenómeno nunca antes assistido.

Bolo Rei "faz de conta"
receita sem açúcar, mas tão doce.
Coloquei dentro do processador 120g de aveia, 30g de côco ralado, 50g de farinha de côco, fermento em pó, canela em pó, erva doce, raspa de limão, um cálice de aguardente, figos, passas , tâmaras, nozes, amêndoas, sementes de girassol, de abóbora, bagas goji, 200ml de bebida de amêndoa e 3 ovos. Bati tudo e coloquei numa forma de buraco, untada que foi ao forno a 180ºC por 45minutos. Ficou delicioso.

Cobertura frutos vermelhos e côco ralado.
E assim de uma forma doce se dão por terminados estes festejos da quadra natalícia. Mas já a pensar no próximo motivo para continuar a sorrir muito...
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