Ser real
Neste caso pertencer à realeza, por um dia ou dois, viver numa fantasia de princesa, vestida à época, seria um bom programa para a época do Carnaval, não fosse a pandemia....

A Casa da Calçada, em Amarante, encontra-se na rota do romântico e é um dos locais mais românticos de Portugal, assim queiram e sejam capazes de aproveitar, os seus hóspedes.
O ambiente romântico está criado, é cuidado diariamente e bastante sofisticado. Cabe ao afortunado hóspede usufruir e aproveitar.
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Influenciada pelos contos de príncipes e princesas gosto de tudo o que se relacione com o ambiente dos palácios e com a história das rainhas portuguesas.
À exceção de duas, todas foram rainhas consorte, (com a sorte ou o azar de serem casadas com o Rei).
O início de tudo, o Pequeno Condado Portucalense, foi dote de D. Teresa de Leão, a mãe de D. Afonso Henriques.
D. Teresa casou em 1093 com Henrique de Borgonha, um nobre francês que tinha ajudado Afonso VI de Galiza, Leão e Castela em muitas conquistas aos mouros. Teresa tinha à data treze anos e Henrique 24 (uma Galega e um Francês).

Afonso VI doou-lhes o Condado de Portugal, território do reino da Galiza entre o Minho e o Vouga. D. Henrique e D. Teresa tiveram vários filhos, mas poucos sobreviveram: o único varão que chegou a adulto foi Afonso Henriques, além das suas filhas Urraca, Sancha e Teresa Henriques.
Estiveram casados 19 anos, em 1112, D. Teresa fica viúva e a partir de 1117 assina como "Ego regina Taresia de Portugal regis Ildefonssis filia".
Com 32 anos e rainha de um Condado, Teresa atrai as atenções de um nobre Fernão Peres de Trava, muito amigo do Rei de Leão e Castela.
A sua proximidade com o Rei, não agradava a nobreza do condado portucalense que via ameaçada a sua independência, já previam a agregação dos territórios, quando decidiram apoiar o único filho varão de D. Teresa para se tornar ele, D. Afonso Henriques, o soberano, garantido assim a independência do Condado.
D. Afonso Henriques, bélico como era, aceitou de imediato o desafio e afastou o poder de sua mãe e do seu companheiro Fernão Peres de Trava, na Batalha de S. Mamede que se travou em Arcos de Valdevez (onde Portugal se fez).
D. Teresa, dizem que foi foi detida pelo próprio filho no Castelo de Lanhoso ou também dizem que se poderá ter exilado num convento também na Póvoa de Lanhoso, onde veio a falecer em 1130, com meio século de vida.
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