Camas de Hotel vazias. Camas de Hospital cheias

Os Hospitais são os novos Hotéis, infelizmente!


É aos hospitais que afluem as pessoas. É ali que dormem (ou não), é ali que se deitam, que tratam da sua higiene e tomam as suas refeições. É ali que aguardam por dias melhores.


É muito triste esta substituição, tão triste que dói sem se ver.


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O desejo é que, sem ser um hotel, e sem os auxiliares, enfermeiros e médicos serem rececionistas, animadores e empregados de um hotel, que o espírito do maior conforto, do maior apoio e bem estar permaneça.


Hospitais com a sua capacidade no máximo e ainda assim eficientes. Será possível?


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Ao comum mortal cabe a tarefa, também difícil, de ficar em casa e de transformar a sua casa em tudo. A nossa casa passa a ser o restaurante, o cabeleireiro, o ginásio, o centro comercial, o museu, o cinema, o teatro, a biblioteca, o local de trabalho e de lazer, onde tudo se faz. Onde tudo se reduz ao espaço de poucos metros quadrados.


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Condensados, em casa, usamos o espaço exterior, em isolamento, sozinhos podemos dar um passeio, fazer umas corridas, andar de bicicleta, mas sem convívios, sem conversas com vizinhos ou amigos. As conversas ficam para a segurança dos equipamentos tecnológicos que nos juntam virtualmente. Não é a mesma coisa, nunca foi, nem nunca será, mas é o melhor, do melhor que temos.


 


 

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