Prazer em conhecer-me!
Saber quem somos, conhecer-mo-nos não é algo assim tão óbvio, apesar de termos nascido e vivido sempre connosco, de facto não ligamos assim tanto a quem somos, o que queremos, o que sentimos, o que desejamos. Passamos efetivamente muito tempo a ignorar-mo-nos.
Mas o que poderemos fazer para nos conhecermos um pouco melhor?
E depois, o que poderemos fazer para usarmos esse e conhecimento a nosso favor e a favor de melhores relações familiares, sociais e profissionais?
Podemos começar por nos sujeitarmos a testes de personalidade, testes estes que nasceram das ideias e do trabalho de outras pessoas que julgam conseguir que os outros se descubram utilizando os seus testes. Mas será que eles próprios já chegaram a esse ponto do conhecimento humano?
Apesar de psicóloga sempre fui muito contestatária dos testes. Já fui sujeita e e já sujeitei outros a baterias de testes, contudo a experiência da utilização dos testes é sempre a mesma: são ótimos desencadeadores de conversas, mas todos os outros benefícios, recebem a minha incredulidade. Considero que nos arrumam em caixinhas, onde me sinto apertada e não completamente ajustada, considero que são monótonos e a resposta é sempre forçada e fabricada com as nossas ideias prévias sobre como devemos ser, sobre como nos devemos apresentar aos outros. Logo, todos os resultados dos testes são necessariamente enviesados.
Como chegarmos então ao conhecimento de nós mesmos?
Em primeiro lugar é importante desejarmos conhecermo-nos e termos um bom motivo para o fazermos.
Em segundo lugar estarmos disponíveis para nos observarmos, oscultarmos e analisarmos.
Podemos desenvolver conversas interiores, escrever diários, cadernos de pensamentos, e dedicarmo-nos a passar algum tempo apenas com os nosso pensamentos e as nossas ideias.
Podemos também desencadear um diálogo com alguém, o mais neutro possível, que não seja um amigo, ou um colega, ou um familiar, a fim de retirarmos desse diálogo a interferência das memórias dos relacionamentos anteriores e a expetativa dos relacionamentos futuros e assim, conseguirmos ir o mais profundo possível na identificação das nossas vontades, forças e fraquezas.

Essa viagem ao nosso interior consolidará desejos esquecidos, coisas que nos fazem sentir vivos e irão desencadear uma maior realização pessoal e uma maior felicidade.
Vamos dar esta oportunidade a nós mesmos, de nos conhecermos melhor?
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