Um dia para ser livre
Livre de preocupações, livre de compromissos, livre do "tenho de...." habitual dos outros dias.
Porque não usar o domingo para interromper a rotina e usufruir de tempo livre? É só um dia por semana, que até está instituido como dia de descanso, mesmo que não seja ao domingo, todos os que trabalham têm direito a um dia de descanso, porque não usufruir dele na sua plenitude e aproveitarmos para sentirmos a liberdade de sermos e fazermos apenas o que nos apetece?
- "O que gostas mais de fazer no teu tempo livre?"
- "Ler um livro, ouvir música, ver um filme, passear com a família ou amigos." São estas as respostas mais habituais.
Já alguma vez entendeste esta pergunta numa dimensão mais profunda?
Como: o que gostas mais de fazer com o tempo em que podes decidir, ser autor da tua vida, sem constragimentos e, decidir por ti e para ti com a liberdade (condicionada que cada um de nós tem) o que te apetece fazer ou não fazer?
A resposta poderá conduzir-nos à ideia de que afinal não temos assim tanto tempo livre como isso e quando temos enchemo-lo das coisas que temos para fazer (To Do), na esperança de que se fizermos a sopa hoje ou passarmos a roupa a ferro, iremos conseguir ter algum tempo livre durante os outros dias da semana.
Ilusão... quando nos acostumamos a encher o nosso tempo das coisa habituais, estamos apenas a sobreviver, presos às rotinas que nos dão conforto e segurança. É como se ocupassemos um vazio com o que já conhecemos e reconhecemos como seguro.
E se deixássemos esse vazio apenas vazio ou deixássemos entrar uma ideia nova?
Quando me refiro à capacidade de usufruir de tempo livre, não quero dizer "ficar sentado no sofá a não fazer nada", não é ao comportamento tipicamente associado ao descanso que me refiro; refiro-me a um estado mental, livre de preocupações ou, se ligado a algo, então a algo que desejamos e que reconhecemos como "eu gosto disto", "eu sinto-me bem aqui".
Ao usufruir deste tempo livre estou a valorizar-me, a nutrir-me, ao nível das minhas emoções e isso, curiosamente, faz-me ter menos fome de alimentos.
Hoje vou ser livre!

A bicicleta oferece-me uma sensação de liberdade muito agradável. A velocidade a que me desloco é a adequada para conhecer e sentir o caminho, para sentir os cheiros e o clima. Hoje senti a temperatura mais baixa e o vento outonal a soprar nas minhas pernas e a espalhar as folhas das árvores. Senti o cheiro do lume, das uvas a fermentarem, das azeitonas que cairam no chão e o cheiro de alguns animais que andavam a pastar. Próximo das localidades, cheirava a roupa lavada. E, já no regresso a casa, o cheiro do almoço impunha-se, parece que vinha de todo o lado.
Sair, experienciar, é viver, é sermos atores da nossa vida e isso, é sem dúvida, ser-se livre!
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