Celebrar o fim
O fim, o alcançar, o chegar, o conseguir, nem sempre é algo agradável.
Chegar ao fim, muitas vezes significa uma despedida, que costumamos mascarar com uma festa ou uma celebração.
O fim do 1º ciclo, do secundário, o fim do ano, o fim de um livro, o fim de um trabalho, o fim de um programa, o fim do dia, o fim de um relacionamento, o fim da vida.
O fim, tem uma característica com a qual eu não lido muito bem. Normalmente é definitivo, é assustadoramente definitivo. Por vezes propomo-nos seguir um caminho com o objetivo de alcançar um fim. Quando eu vejo o fim a chegar, começo logo a desinvestir no caminho e a pensar em não chegar ao fim, mas sim em virar para um dos lados e procurar um caminho onde o fim ainda não se aviste.
Como refere o poeta Sebastião da Gama:
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria,
Ao que desconhecemos
E ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.
Quando não controlamos todas as variáveis e inevitavelmente chegamos ao fim, a celebração é fundamental (celebrações mais tristes ou mais felizes consoante o fim que se pretende marcar na nossa memória).
O fim também é suavizado pelo termo "rituais de passagem", que acontecem quando mudamos de um ciclo para outro de um trabalho para outro, de uma circunstância de vida para outra, mas no fundo há sempre um romper com a situação anterior e um abraçar de um novo objetivo.
Celebrar o fim é fundamental, sobretudo para os que andam sempre a fugir do fim. É um reforço, é uma marca, é um bloco na construção da nossa história de vida. E esse bloco irá permitir-nos subir, ou descer para o patamar seguinte, enquanto houver seguinte...
Enquanto há seguinte, que seja bom chegar ao fim, com a respetiva celebração.

Chegamos ao fim do dia celebramos com o merecido descanso.
Chegamos ao fim de um treino, celebramos com um alimento revigorante e um bom banho.
Chegamos ao fim de um livro, celebramos com um pequeno resumo e um fotografia.
Celebrar o fim faz parte e não deve ser ignorado, para melhor nos prepararmos para o que aí vem, quando vem...
Depois do fim costumamos ficar num vazio, no desconhecido e novamente num príncipio o que influencia a "tristeza do fim" a qual suavizamos com a celebração.
Celebremos o fim!
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Antecipando a semana que começa e que também terá o seu fim, nela poderemos recordar os motivos que nos são difundidos pela sociedade em que nos inserimos e também os nosso motivos particulares, aniversários de datas significativas para a nossa história pessoal.
Segunda feira é dia de S. Pedro de Âlcantara, terça dia da estatística, da osteoporose, da parelesia cerebral, do combate ao bullying, na quarta dia da maçã, na quinta dia da gaguez, na sexta dia de S. João Capistrano, no sábado dia do exército português, das nações unidas, do combate ao pólio e dia mundial da igualdade. Vamos descobrindo ao longo da semana o que significam?
Boa semana.
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