“Dentinho, dentão, toma lá um podre, dá cá um são”
Esta expressão, ouvi dizer ao meu irmão, que me contava que mandava os seus dentes de leite para o telhado gritando ao mesmo tempo esta frase. O meu irmão usava todas as estratégias para me encorajar a arrancar os meus dentes de leite, pelos quais eu nutria grande estimação. Tentava conservá-los até ao último fio de gengiva se quebrar e os soltar.
Os dentes, têm tantas histórias e são tão importantes. Fazem parte do nosso sorriso, permitem-nos mastigar, contribuem para a dicção das palavras e são únicos em cada um de nós.
Desde a minha primeira história do dentinho, muitas se sucederam... tantas. Lembro-me de ter ido ao dentista e colocado um aparelho, que parecia uma dentadura com arame que apertava e aleijava a gengiva. Nesse dia tinha feito uma receita nova de gelatina com iogurte e foi essa sobremesa que me compensou tanto sofrimento, lembro-me de ambos das dores e do sabor.
Hoje os dentes estão na ordem do dia. É dia de retirar os brackets.
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