Disponível para aprender
Quando foi a última vez que aprendeste algo novo? O que foi que aprendeste?
Quando a resposta a esta pergunta é: -"foi há pouco, quando entrei no café" ou -"esta manhã enquanto ouvia rádio", estas respostas significam que estamos perante alguém bastante disponível para aprender e atento ao mundo que o rodeia. Se estivermos nesse estado, verificamos que estamos em constante aprendizagem.
As aprendizagens mais poderosas são aquelas que surgem pela experiência e quanto mais dissonantes do "esperado" mais fortes se tornam. Existem aprendizagens que consolidam outras que já fizémos, acrescentando apenas um novo pormenor, e existem as aprendizagens que pensamos que fazemos, mas que se desvanecem tão depressa como a velocidade com que surgiram na nossa "janelinha mágica" (telemóvel, pc, tablet, pc, tv, etc).
Aprender é maravilhoso, conduz-nos de um ponto A a um ponto Z e do Z ao infinito e preenche-nos de alegria. Aprender não ocupa lugar mas completa-nos, satisfaz-nos, conforta-nos.
O principal é estarmos disponíveis, atentos, curiosos. Este estado inicial, tão comum nas crianças, é o móbile para uma aprendizagem prazerosa.
Estar preparado para novas aprendizagens é também aceitar o inesperado, o dissonante, o que nos poderá, ao início, chocar. O nosso cérebro gosta muito de sentir a segurança do que já conhece e tenta fazer sentido com tudo o que é novidade. Mas se nos mantermos apenas atentos ao que faz sentido ou que confirma ou que combina com o que já temos, nunca iremos adquiri algo extremamente novo, algo desafiante.
Para aprender é preciso estar disponível e aceitar as diferenças sem as tentar encaixar, à força, no nosso puzzel mental.
Para aprender é necessária uma certa dose de "loucura" e isso faz parte da nossa saúde mental.

Esta foto tem 2 anos. Representa um ponto de viragem, em que continuo a aprender, como tenho feito ao longo da vida, mantendo acessa a minha infinita curiosidade, mas agora aprendo sobre o que mais amo. Estou como "aprendiz de feiticeira" de alguém que já tem muitos anos de experiência e mantém a humildade de continuar a aprender enquanto ensina...
Aprender e ensinar, ensinar e aprender, num diálogo, construtor e revelador de competências em que todos os intervenientes ganham. Quando aprendemos deste modo, algo mágico acontece. É criador e transformador.
Boas aprendizagens!
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