É tão fácil procrastinar
Tudo nos ajuda a adiar. Começando por nós e continuando por qualquer coisa, tudo ajuda e muito pouco facilita.
Hoje a escrever este post é o que está a acontecer a net está lenta, o computador não se despacha. Ainda assim escrevo estas linhas que marcam este dia e que irei desenvolver mais tarde.
(um dia depois)
O título deste post foi autoconfirmatório. Procrastinei. Adiei para outra altura escrever sobre este assunto e passou um dia.
É o que acontece uma imensidão de vezes todos os dias a todos nós. Para fazermos o que nos propomos, quase temos de nos obrigar a nós mesmos, como se fôssemos polícias de nós próprios. É o nosso super ego a funcionar, como diria Freud. O nosso fiscalizador.
Quanto mais forte for o nosso superego, mais reprimidos serão os nossos impulsos ou instintos ou vontades mais básicas.
Por vezes assim que ouvimos uma vozinha lá de dentro a dizer: -"o que eu queria mesmo era repousar, ficar horas sem fazer nada". Vem logo o vozeirão do super ego dizer: -"não nada disso, para te manteres saudável tens de ir...".
O "tens de ir" é tão doloroso, como o "tem de ser" deveriam ser combinações de palavras fora do nosso léxico, mas não são, estão presentes todos os dias e não nos dão liberdade de não ir e não ser e não fazer...
Uma forma de não procrastinar demasiado será não estabelecermos demasiados objetivos para um determinado dia, ou fraccionar o alcançar de um objetivo maior e permitir a nós mesmos termos tempo para não fazer nada, ou só fazer o que nos "der na real gana".

Façamos as pazes entre o nosso eu interior e o nosso super eu e escolhamos um equilibrio saudável entre os dois. Um meio termo entre o que tem de ser e o que eu quero ser.
Sermos mais tolerantes connosco torna-nos também mais tolerantes com os outros. E a vida torna-se mais leve de ser vivida.
Hoje procrastinei e não me vou culpar por isso. Hoje procrastinei e depois? Até foi bom...
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