Malhas e o tricotar terapêutico

Fazer tricôt é uma arte, uma terapia e uma forma de interagir com um mundo maravilhoso.


Um mundo que se inicia com o nascimento de um animal, a ovelha, e que se vem adptando até ao ponto de se trocar a ovelha por fibras sintéticas feitas de plástico.


Um mundo que parte da natureza e de uma relação de respeito e equilibrio e que se tem vindo a afastar desse propósito.


Felizmente ainda há quem continue a arte de tricotar, desde a sua génese, a ovelha, até ao seu fim, o conforto do vestuário quentinho, fofinho e sustentável.


Tricotar tem inúmeros benefícios: reduz o stress, aumenta a autoestima, ajuda a reduzir o batimento cardíaco, melhora a motricidade fina e estimula o raciocínio.


Há quem se reúna em praças e outros espaços públicos para fazer tertúlias de tricôt, adicionando aos benefícios do tricôt a inserção num grupo, a sociabilização e criação de redes sociais de apoio.


Tricotar é uma atividade relaxante, enquanto vamos passando as malhas o nosso cérebro vai-se afastando da urgência, das preocupações e muitas vezes ocorrem-nos soluções ou ideias entusiasmantes. Tricotar é terâpeutico! Dizia eu a uma adolescente, ao que obtive de resposta: -"Eu tenho a minha cabeça arrumada!". Para quem tem a cabeça arrumada, se calhar não vale a pena andar às voltas com muitos laços, laçadas e nós. Afinal para além do tricotar existem mil e uma maneiras de nos afastarmos um pouco da confusão e agitação mental, nos colocarmos numa posição de observadores do nosso comportamento e pensamento e obtermos insights acerca desses comportamentos e pensamentos que nos ajudam a pelo menos tentar outra vez o caminho de uma possível solução. Seja de que forma for, o importante é nunca desistir, nunca baixar os braços e ir tentando soluções diferentes.


Boas experiências!


 

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