Sorry, a hora biológica não se acerta por Decreto-Lei

Mais uma vez, somos obrigados, por Decreto-Lei, a uma mudança para a qual nunca estamos preparados e que nunca acontece sem alguns "soluços" interiores. Vamos lá dizer ao nosso cérebro que na noite de sábado para domingo a hora atrasou e por isso, quando espontaneamente acordarmos às 6h da manhã, afinal ainda são só 5h e o melhor será ficarmos na cama, mais uma hora, a habituarmos o corpo ao novo horário. Ou então, quando nos der a fome para almoçar às 13h, teremos de nos distrair com outra coisa e aguentar os roncos do estômago, pois ainda falta uma hora para o almoço! Os exemplos são vários, e levam a refletir sobre a enorme interferência que tem o trabalho por turnos no ser humano e no seu ritmo circadiano.


Contudo, quem trabalha por turnos sofre estas variações em prole da continuidade de um trabalho que não pode parar. E nós, comuns mortais, porque nos obrigam a esta mudança de horário duas vezes por ano? Atualmente, serve para nos mantermos acertados com os outros países, e em consonância com os fusos horários, mudamos porque os outros também mudam e a pressão do grupo é grande.


Mas porque é que mudam? Dizem que tem a ver com o facto de os dias se tornarem cada vez mais pequenos até 21 de dezembro, altura em que se a hora não atrasasse, o sol só iria nascer às 8h e 50m.


Ora, como as crianças começam as aulas às 8h15m ou 8h30m, iriam para a escola de noite.


Contudo, essas mesmas crianças que ficam na escola até às 18h, também regressam de noite, pois o sol no dia mais pequeno põe-se às 17h e 15m (em vez de ser às 18h15m se a hora não mudasse).


Esta história da mudança de hora parece a história do cobertor demasiado curto, tapas a cabeça, destapas os pés. Agora escolhe o que queres ter tapado, ou onde o frio te causa mais desconforto. No caso das horas preferes ir para a escola de noite ou voltar de noite?


Eu preferia não mudar, e deixar o tempo acontecer naturalmente, os dias ficam mais pequenos, amanhece mais tarde mas também anoitece mais cedo, seja a que hora for estaremos aqui para os receber, como eles são, sem adaptações.


Mas penso que tudo isto ainda tem mais razões que eu desconheço, as bolsas de mercado, os consumos energéticos, os padrões de consumo, ou seja o vil metal, está aqui subtilmente implicado até ao tutano é o motivo maior desta mudança coletiva.


Dizem que somos cidadãos de uma democracia, mas com tanta imposição parecemos súbditos num regime absolutista, sendo que este regime não é só o governo Português, é a Europa, são os outros e a nossa enorme dependência económica.


É por dinheiro? Então está bem, nós acertamos os relógios, porque a falta de dinheiro a isso nos obriga.


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A semana começa, com cada vez menos horas de sol, com o céu nublado, para tornar tudo ainda mais soturno, com as temperaturas mais baixas mas sem chuva.


Estamos a entrar na 44ª semana do ano, em que se comemora, na segunda-feira o dia da biblioteca escolar, na terça, a terapia ocupacional, o património audiovisual e o jornalismo pela paz, na quarta a terceira idade e a animação, na quinta a psoríase, o AVC e a desburocratização, na sexta a prevenção do cancro da mama, no sábado a poupança e no domingo, novo mês, dia 1, feriado dia de todos os santos, dia do pão por Deus e do veganismo.


O que iremos fazer com a nossa semana?


Seja o que for divirtam-se!


 

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