Um dia na vida de...
... sua Excelência o Sr. Presidente da República, ou
... sua Excelência o Sr. Cantoneiro

Por mais que sejamos espectadores da vida de outros, só a nossa podemos viver com toda a intensidade e profundidade.
A vida dos outros desperta a curiosidade, porque é diferente, parte de premissas diferentes, por isso tentarmo-nos colocar no lugar do outro resulta em aprendizagem, em reflexão sobre as nossas próprias premissas e prioridades.
Partilhar a vida com outro é às vezes um privilégio, outras uma intromissão.
Saber ponderar entre a ausência e a presença na vida do outro é fundamental e não há receitas únicas. Até as mesmas pessoas, em diferentes alturas gostam de algum afastamento ou de uma grande proximidade.
A curiosidade de me sentir em diferentes papeís com diferentes guiões de vida é tão grande que já pensei em ir pedir emprego a uma companhia de teatro, mas depois, constato que eu não quero representar, eu quero mesmo viver.
Gostaria de experimentar trabalhar num café ou na banca de um mercado de frutas e legumes ou partir numa missão em voluntariado para locais com Antananarivo ou Barmako.
Existem vidas inspiradoras, que cumprem o seu propósito de nos inspirar, de nos fazer refletir sobre a nossa vida e sobre o caminho que poderemos escolher para nós.
Deixem-se inspirar.
O que partilhamos ou não, deve ficar com cada um. Infelizmente, inconscientemente acabamos por partilhar mais do que imaginamos através das "cookies" e dos nossos perfis nas redes sociais. Porém, devemos ser livres de escolher o bigbrother que queremos.
ResponderEliminarQuanto maior o cardume de peixes, mais indiferenciados são cada um dos seus indivíduos. O que nos protege e nos mantém no anonimato, ainda que expostos, é o facto de sermos apenas um pequenino peixe num cardume imenso, dentro deste oceano. E a exposição (desde que não envergonhe os nossos pais), é a expressão de uma das nossas características - somos animais sociais.
ResponderEliminar