Depois da tempestade vem a bonança
E depois da Bonança, vem a tempestade.

A vida apresenta-se assim, em ciclos ascendentes e descendentes. Se os percebermos e aceitarmos conseguiremos viver e apreciar melhor a nossa vida, mantendo a esperança e alguma dose de alegria.
Os sistemas humanos são como montanhas russas, raramente quando estamos na fase ascendente, nos lembramos que a seguir iremos descer, perder, ser derrotados, mas também quando estamos em baixo é-nos difícil perspetivar o futuro mais risonho, mais rico, mais vencedor.
Sabendo que a vida não para e que depois de uma fase ascendente virá uma fase descendente e assim sequencialmente, partindo deste pressuposto, manter a auto disciplina e a auto regulação é algo de estruturante (como se fosse a base em que a montanha russa se movimenta), mas não esquecer nunca a suavidade a ser introduzida pelo bom humor, a boa disposição e o riso que são expressões supremas da nossa humanidade.
O livro do riso de Aristóteles terá sido subtraído da coleção de livros religiosos e o riso afastado das convenções, como se pertencesse a uma dimensão maquiavélica. Os homens bons deveriam ser homens sérios. Umberto Eco, no seu livro "O nome da Rosa" reinventa o livro desaparecido de Aristóteles e volta a dar ao riso o lugar que nunca deveria ter perdido. Expressar a alegria espontânea e autêntica torna-nos mais humanos e é sinal de espiritualidade.
A vida por si só já é pesada o suficiente e contém graves adversidades. Há mal na vida! Por isso e, sobretudo por isso, temos o dever da alegria. Expressá-la na nossa comunicação, interação, extravasá-la do nosso interior e permitir que a alegria e o bom humor tenham o seu papel fundamental, suavizante e apaziguador na montanha russa das emoções diárias.
Já sorriram hoje?
(este post foi inspirado numa entrevista que o meu professor Luís Miguel Neto, falecido recentemente, deu sobre as máscaras do Carnaval, nessa entrevista, que tem 3 anos, ele defende este mesmo ponto de vista e refere que as máscaras cairão. Deus o ouça! Agora, que ele já atingiu o ponto supremo da humanidade, a morte, todos os seus conteúdos e frases ganham um valor inestimável, incalculável. Bem-vindos sejam todos os seus escritos, áudios e vídeos. Agora, mais do que nunca, procuramos nas suas recordações as mensagens subliminares, as lições e os ensinamentos para os colocar ao serviço das nossas, ainda, vidas. Saliento contudo que, a par da importância do que se escreve e fala, grande ênfase deverá ser dado à linguagem não-verbal, reconhecendo o grande poder do olhar, do sorriso, da expressão facial, da postura e do comportamento humano https://youtu.be/Ud-Hna5uhHU).
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