Domar o stress

Hoje é dia da consciencialização do stress e, não há nada melhor do que saber e conseguir domar o nosso stress. É impossível não o sentir, mas é importante mante-lo dentro de limites toleráveis para a nossa saúde física e psicológica.


Todos nós sentimos stress e, normalmente as situações stressantes ficam marcadas na memória, como se o stress trouxesse associado a si uma cola que agarra os pensamentos e não os deixa fugir da nossa mente.


Lembramo-nos dos dias de exames, provas, cirurgias, celebrações importantes, apresentações perante um público.


Como poderemos domar o nosso stress e tirar o maior proveito da sua existência?


Uma das formas mais tradicionais e acessíveis a todos será: parar um pouco, distanciarmo-nos da situação. Para isso poderemos fechar os olhos, concentramo-nos na respiração, contar até dez, ou mais, se até dez for pouco, tentar deslocar os pensamentos para algo que nos seja agradável e nos traga tranquilidade, como o nosso pensamento de estimação, aquele que vamos buscar sempre que estamos numa situação difícil (eu costumava pensar na minha gatinha Milú, no seu pêlo sedoso, no seu olhar vivaço e brincalhão), e ainda beber água fresca ou uma bebida quente, consoante o gosto ou a oportunidade. Por breves segundos ou por alguns minutos, o distanciamento possível poderá trazer-nos aquele bocadinho de tranquilidade que quebra a espiral ascendente de descontrolo emocional que uma situação stressante poderá trazer.


Por vezes sucede tudo tão rápido e tão sequencialmente que nos é impossível o discernimento para parar. Nesses momentos, vamos na onda, como se esta fosse tão forte, impossível de resistir. Se a situação é esta, se formos arrastados e envolvidos sem hipótese de parar ou contrariar a situação então, todo o trabalho de exercícios efetuados no sentido de “domar” o nosso stress no passado poderá ser um pouco útil, mas apenas para suavizar o impacto da onda ou avalanche emocional, ou ainda para repensar o sucedido depois, de ter acontecido e encaixar as justificações, nossas e dos outros, sobre aquela situação.


É comum, já aconteceu a todos, até aos monges budistas, santos e paz-de-alma. Poderá e já terá sucedido connosco. Um momento de descontrolo emocional. Um momento em que sentimos que tudo o que se escreve, se diz, se estuda não serve para quase nada.


É no quase, que vale a pena apostar. Tudo o que se leu, viveu, estudou, serve para algo. Pouco, mas serve! À medida que nos conhecemos melhor, investimos nas nossas emoções, as treinamos e entendemos mais preparados estaremos para as situações inesperadas de stress. E nessas situações, apesar de nos sentirmos desesperados, descontrolados, sem forças para contrariar, sempre temos a hipótese de nos deixarmos ir, fazermos logo ali a catarse de tudo o que é “ruim” e que estava cá dentro à espera da oportunidade para sair e nos libertar. Ser humano é isto, tem sido assim desde o princípio dos séculos, há-de continuar, e as situações de stress são importantes, podem não ser encaradas como positivas mas fazem parte do todo, são para ser assumidas,  dando-lhes a importância devida e o lugar que lhes pertence. Não podemos ser ingénuos ao ponto de acreditarmos que nunca nos acontecerá a nós, que iremos conseguir resistir.     

Comentários

  1. em resposta à tua pergunta, a solução diria que é relativizar. Quantas vezes exageramos? Agora com o covid, com as notícias com que somos bombardeados, qto stress está a gerar nas pessoas? Viver um dia de cada vez.

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  2. Um dia de cada vez, às vezes controlando, outras descontrolando... na alternância existe um meio termo. Que a vida seja vivida como um todo harmonioso, sem grandes angústias. Happy Birthmonth!

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