Nobody to love
Os nossos locais de socialização estão vazios, sem ninguém para amar!
E se encontramos alguém, deveremos manter a distância, desconfiar, olhar de lado, ver se estará com a máscara bem colocada e as mãos bem desinfetadas, tentar escrutinar se não estará infetado e possa ser um foco de propagação do vírus, ao mesmo tempo que também nós somos alvo desse escrutínio.
Este vírus adora a proximidade e o contacto social, e se nós não adoramos o vírus não lhe podemos fazer a vontade.

Nas esplanadas, nas ruas, nas praças o movimento de pessoas é residual, comparado com o ano passado na mesma altura. O corona vírus chegou e mudou o mundo.
Temos pessoas para conhecer e para amar, mas estão recolhidas em sua casa, escondidas por detrás de uma máscara, hesitantes em se aproximarem demasiado.
As distâncias não se encurtam, as viagens ficam adiadas, os eventos culturais restringidos.
A nossa vida suspensa à espera de melhores dias. Esperando os dias em que tudo se agita, move e sorri. Sorri, sem máscaras, sem medos. Esses dias hão-de regressar. Até lá, sejamos criativos e aproveitemos da melhor forma possível as particularidades destes dias. Estranhos, mas perante os quais nós temos capacidade de lidar e superar de forma muito positiva.
Pode não haver tanta gente na rua, mas ela exite noutro local, onde também podemos chegar em segurança e cheios de alegria.
Sejamos felizes, de uma forma reinventada!
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