Oculto Portugal
Ocultismo
Quando era pequena, nas reuniões familiares, os adultos falavam de coisas que eu não entendia, com meias palavras, com sussurros, falavam de bruxos e bruxas, almas penadas, velas que se deviam acender e missas que se deviam rezar e às quais se assistia com a igreja quase vazia num principio de noite de um dia da semana. Tudo muito soturno, muito misterioso, muito aflitivo.
O ocultismo ainda hoje é algo que não se fala muito, ao qual se recorre em desespero e depois de ter tentado tudo o que há de natural. Quando se decide entrar na vertente oculta da vida, pressente-se que se irá mexer com forças sobrenaturais, desconhecidas, que não se consegue avaliar o seu poder e dosear a sua intensidade. A consciência do desconhecido deixa-nos vulneráveis e receosos.
É praticado apenas por "certas pessoas" e deve ser mantido escondido.
Para a maioria dos praticantes ocultistas é simplesmente o estudo de uma realidade espiritual mais profunda, que se estende além da razão pura e das ciências físicas. Esse estudo poderá conduzir a todo um folclore de rituais cuja finalidade é conduzir o ser humano a estados de consciência alterados que o farão sentir e perceber algo de forma diferente, transformadora.
O ocultismo pode ser usado para o bem pessoal e para o maior bem da humanidade, não é obrigatoriamente uma força maléfica.
É contudo uma força, desconhecida, que carrega energia que se pode transformar em ações boas e más, dependendo de quem a desenvolve e pratica.
Portugal
Em Portugal existe um local mais oculto do que os outros. Fica bem a norte, próximo da fronteira com o país vizinho e chama-se Vilar de Perdizes e beneficia da fama da aldeia mais mística de Portugal. Desde 2002 que as sextas-feiras treze são comemoradas nesta aldeia, concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, o sucesso foi tanto que para além das sextas feiras treze comemora-se também do dia das bruxas, a 31 de outubro. Por estas ocasiões, esta aldeia de cerca de 400 habitantes é invadida por curiosos que procuram ver bruxas, diabos e mafarricos e a queimada e esconjuro do padre António Fontes.

Comentários
Enviar um comentário