Sugar, no please...

Diabetes


Hoje comemora-se o dia mundial da diabetes. A diabetes é uma doença dos tempos de excesso. As mudanças alimentares ocorridas no século XIX com a revolução industrial e a produção em massa de tudo e de mais alguma coisa, com o objetivo do lucro fácil, trouxe um novo estilo de consumo alimentar muito pobre em nutrientes construtores e excessivamente rico em açúcares. Ao mesmo tempo embrulhados e reembrulhados em embalagens de plástico e papel. Ambos os fatores contribuem para a doença do ser humano e do ambiente em que ele vive e infelizmente fazem parte de um padrão tão aceite e já tão enraizado, que nos parece que sempre foi assim e que não há vida sem açúcar nem sem plástico.


O açúcar refinado e adicionado na confeção dos alimentos é completamente supérfluo, desnecessário e impróprio para o ser humano assim como para os animais. Curioso saber que os veterinários recomendam não darem açúcares aos animais, pois não necessitam e só lhes fará mal, podendo provocar cáries, doenças como a diabetes e problemas vasculares.


Não posso dizer que erradiquei o açúcar da minha vida. Em casa não o adiciono sob qualquer forma: açúcar de cana, de côco, stevia, frutose, ou outro qualquer. Para sentir o doce uso as frutas frescas e secas e o mel. E é completamente suficiente e ainda assim tem de ser doseado para não serem cometidos excessos.


Por vezes compro alimentos que já tem açúcar adicionado, batidos proteicos, bebidas vegetais, iogurtes, café ou cacau. Ainda assim procuro os que terão um menor teor de açúcar ou nenhum.


Não sou fundamentalista, mas evito com algum afinco não consumir aquele que é considerada a droga mais ingénua e subtil do nosso século. Quando estamos com carências emocionais procuramos nos alimentos mais açucarados o consolo emocional que nos falta.  Os pães e todas as massas e folhados feitos com farinhas são também uma fonte de glícidos, açúcares disfarçados com outros nomes mas que no nosso organismo confluem para o mesmo fim e sobrecarregam o pâncreas que de tão cansado, adoece e deixa de produzir convenientemente a insulina, a chave para quebrar as longas cadeias do açúcar, que irá permitir que ele seja absorvido pelas células e seja usado como fonte de energia e não ande simplemente a circular na corrente sanguínea a danificar os órgãos por onde passa, principlamente os rins, bexiga e todo o sistema cardiovascular.


Lamento imenso o desconhecimento ou a cegueira da tradição que nos conduzem ao consumo de açúcar. Manifestamos a nossa bondade e simpatia oferecendo açúcar sob diversa formas. Agradecemos e saboreamos com muito gosto as delicias da pastelaria e, profundamente, em silêncio, estamos a fazer tanto mal a nós e aos outros.


Hoje a viagem é até


San Marino


Sereníssima República de San Marino. É um enclave, completamente envolto pela Itália, como o Vaticano é de Roma.


O país é conhecido mundialmente por dar nome ao Grande Prémio de San Marino de Fórmula 1, e ao Grande Prémio de San Marino de MotoGP.


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Em San Marino vale a pena subir ao Monte Titano e simplesmente apreciar a paisagem, o entardecer e a luz do crepúsculo a baixar sobre a cidade. Será como fazer uma viagem no tempo e ficar a viver numa época medieval onde o tempo passará mais lentamente.


Conchiglione recheado

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