Conta-me uma história

A voz humana, se harmoniosa, é um dos melhores sons que ouço, logo a seguir do canto, se tranquilizante, dos passarinhos. 


Gosto de fazer perguntas, de ouvir os outros a falar de si e das sua narrativas.


Anseio por uma história bem contada, real ou imaginária,  que me evada e me conduza de um ponto A a um ponto Z, fazendo loopings e despertando emoções, como se de um desafio intelectual, com obstáculos e fronteiras para ultrapassar, se tratasse e, no final ficar cansada, exausta, como se uma viagem real tivesse feito.


Gosto de histórias, relativamente longas mas bem contadas, o que exige do narrador uma boa capacidade de expressão. Uma excelente capacidade de envolvimento num discurso que coerentemente se apresenta com principio, meio e fim. Sendo o principio a expetativa, o meio o mistério e o fim a clarividência e a descoberta o desembrulhar de uma surpresa.


Uma história surpreendente e bem contada é entretém de serões bem passados e desencadeadora de ideias, quem sabe de mudanças, que nos levam a uma ação. Uma ação que se deseja produtiva, feliz e recompensadora.


Primeiro era o verbo, primeiro era a palavra, era o abstrato, a ideia, o pensamento, só depois o verbo se fez carne e nasceu no meio de nós em substância. A substância, é limitada no tempo e no espaço, o verbo é infinito e ilimitado. O verbo antecede e permanece para além da substância.


Na nossa vida, o que dizemos, as histórias que contamos, antecedem o que somos e o que fazemos e permanecem apra além da nossa vida, dos nosso slimites substantivos, por isso, todo o cuidado aplicado ao processo de construção de uma narrativa, é pouco.


Se criarmos histórias coerentes, verdadeiras e geradoras de felicidade iremos dar forma a substâncias idênticas. Assumindo a responsabilidade pela nossa substância, pelo que somos, somos então responsáveis pelas histórias que procuramos e criamos e contamos.


Que história gostarias de contar, hoje, amanhã, no dia de Natal?


 


Arménia


A Arménia é uma ex-república soviética localizada na montanhosa região do Cáucaso, entre a Ásia e a Europa. Apenas 1% do território da Arménia pertence ao continente Europeu, mantendo com a Europa estreitas relações sócio-políticas. A Arménia é uma das primeiras civilizações cristãs, é identificada por locais religiosos, como o Templo greco-romano de Garni e a Catedral de Etchmiadzin, sede da Igreja Arménia datada do século IV. O mosteiro Khor Virap é um local de peregrinação próximo ao Monte Ararat, vulcão adormecido do outro lado da fronteira, na Turquia.


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Gata




The Brits have scones, the Chinese have youtiao, and the Armenians have gata, a sweet, egg-rich bread that sings alongside tea or a cup of surj, wickedly dark Armenian coffee. The magic of gata lies in its gooey center, a melt-in-your-mouth “custard” of flour, butter, sugar, and (sometimes) walnuts that’s encased in a brioche-like dough. The pastry varies widely in shape and ingredients depending on the region, reason enough to sample it as often and in as many places as possible.


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