Solstício de inverno e estrela de Belém

Nesta noite, a mais longa do ano, no Hemisfério Norte, a noite do solstício de inverno, Júpiter e Saturno irão aparecer alinhados tão próximos que parecerão um planeta duplo, o seu brilho será semelhante ao da estrela que os três Reis Magos seguiram até Belém.


E assim se alinham também as histórias pagãs do solstício de inverno com a história cristã do nascimento de Jesus, numa altura em que tudo parece coordenado e a acontecer no seu devido tempo.


Antes do nascimento de Jesus, o solstício de inverno já era uma época em que os homens, desde os seus tempos primitivos, se juntavam, ao redor de fogueiras, para afastarem a escuridão e o frio tão habituais, nesta data no hemisfério norte.


Os Homens juntavam-se, cantavam, dançavam, tocavam, fumavam umas ervinhas e bebiam uns líquidos produzidos através de plantas que o curandeiro conhecia. Todos estes rituais tornavam-os mais fortes, davam-lhes um maior sentido de pertença, uma maior clareza da sua importância na vida. E assim, afastavam-se da sua natureza animal, deixando de hibernar, como os ursos, ou recolhendo-se em buracos como os insetos, ou fugindo para locais mais quentes como os animais migratórios.


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Erin Schroeder


 


Ficavam, permaneciam, ainda mais juntos, estreitavam ainda mais os laços comunitários e sobreviviam ao rigor do inverno.


Conviver significava literalmente manterem-se vivos em comunhão, e isso é algo tão forte, tão recompensador que permanece até aos dias de hoje... o forte impulso para nos juntarmos por estes dias e comemorarmos, a vida, o renascimento da natureza interior e exterior.


A festa produz efeitos, pois logo a seguir ao dia com menos horas de luz solar, o sol começa, lentamente a passar connosco (habitantes do hemisfério norte) mais horas, os campos de ervas verdes, oferecem-nos a cor amarelinha das azedas e reforçados pelo sentido de comunidade e partilha, avançamos com esperança renovada em dias melhores.


A estrela de Belém, que afinal são dois planetas, os dois maiores planetas do sistema solar mais próximos do que nunca, irá iluminar o nosso céu e como há mais de 2000 anos atrás convidará a ser seguida. Sabemos agora que o que ela ilumina está já entre nós, não precisamos de partir à procura. Precisamos sim de ficar à procura, à procura de quem somos, onde pertencemos, o que andamos por aqui a fazer?


Azerbeijão


O Azerbaijão, nação e ex-república soviética, é cercado pelo Mar Cáspio e pelas montanhas do Cáucaso, que se estendem da Ásia à Europa. A sua capital, Baku, é famosa pelo centro medieval fortificado. Nele, encontra-se o Palácio dos Shirvanshahs, um retiro real que data do século XV, e a centenária Maiden Tower, construção de pedra que domina o horizonte da cidade.


Kebabs


 

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