É Carnaval, ninguém leva a mal
É Carnaval mas não parece.
Estamos em casa, confinados.
Nas ruas não passam os corsos e não se vêm serpentinas e papelinhos.
A alegria ainda não chegou do local para onde se foi refugiar. Continuamos à espera do seu regresso, escondidos nas nossas casas, esperando não ser encontrados pelo vírus pandémico que por aí viaja e se propaga eficientemente e em grande velocidade.
As máscaras usamos todos os dias e são obrigatórias para prevenção de contágios. Hoje, quem nos dera tirar a máscara e ir, livremente, de cara ao vento dançar um samba na rua.
Com a alegria escondida, sem podermos sair e festejar, até porque não temos razões para isso, reinterpretamos o carnaval, como aliás já fizemos com a páscoa, o natal e a passagem de ano. Vamos viver o carnaval com outro sentido, o sentido de uma festa que celebra o início de uma caminhada de reconversão de velhos hábitos, inúteis ou malignos e a transformação interior no sentido de um maior conhecimento da humildade de se ser humano.

Hoje festejamos o inicio de uma transformação.
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