Enfrentar a Ira

A inevitabilidade de uma zanga interior.


Costuma-se ouvir "não sou santo" e a "paciência tem limites" e é isso mesmo. Devemos conhecer os limites da nossa paciência, alarga-los o máximo possível ou estreita-los o máximo possível, de acordo com a situação.


O estado de espírito da zanga interior também é uma faceta de se ser humano e também se deve assumir e levar em consideração.


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Reprimir emoções é tão contra producente para as boas ou para as más. A questão aqui é conseguir canalizar o fluxo de emoções sem que seja uma torrente pesada demais, ou violenta de mais que se expele cá para fora, sem se ver por onde vai ou quem atinge.


O desenvolvimento humano, nesta questão dos sentimentos negativos não passa por os neutralizar ou erradicar da nossa maneira de ser mas sim de os assumir e de os exprimir da melhor forma possível.


Ora como se exprime a zanga interior se não subindo o tom de voz, usando palavras fortes, gesticulando, deixando cair coisas, fazendo barulho, batendo com a porta e saindo para apanhar um pouco de ar fresco?


Suavizar estes comportamentos é reprimir emoções fortes, violentas que não cabem dentro do nosso pensamento e sufocam o nosso coração.


E se nos zangamos a meio de uma tarefa, raramente deixamos tudo o que estamos a fazer para dar atenção plena à zanga, mas se calhar seria esse o melhor caminho, colocar tudo o resto em pausa e dedicar um tempo apenas a apreciar os sentimentos violentos que nos assolam e assim, quem sabe, talvez canalizar melhor os nossos recursos emocionais para a libertação da zanga e retorno à calma.


São estratégias importantes para quem vive um namoro!


Feliz dia de S. Valentim.


 

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