Massa mãe
Massa mãe é aquela que com muita paciência e alguma ciência se faz e mantém em casa.
É uma massa azeda, aos sentidos (cheira a azedo, sabe a azedo, parece azedo), mas a fervilhar de leveduras e vida bacteriana.
São estes compostos (leveduras e bactérias) que, com o tempo, o tempo da fermentação do pão, umas generosas seis a oito horas (da noite para a manhã, será o ideal), dizia eu, que com o tempo, quebram as cadeias de glúten das farinhas usadas para fazer o pão, permitem que ele cresça, tornam-no mais digerível e fresco por mais tempo.

Para obter a primeira dose de massa mãe são precisos pelo menos 5 dias de um procedimento que se repete todos os dias. Num frasco de vidro acrescenta-se água e farinha em proporções semelhantes, mexe-se e guarda-se em local seco, à temperatura ambiente. O recipiente não deverá ficar completamente fechado, mantendo-se assim durante 24h, findas as quais o procedimento se repete.
Após a obtenção da massa mãe, poderá ser retirada metade para a produção de um pão e a outra metade guardada no frigorífico.
No frigorífico a massa está adormecida, retomará a sua atividade assim que voltarmos a coloca-la à temperatura ambiente e retomarmos o procedimento inicial, farinha, água em proporções semelhantes, mexer e aguardar mais 24h. Por isso, se fizermos pão uma vez por semana, o ritual da massa mãe deverá ser sempre repetido dois ou três dias antes do dia em que se transforma a nossa cozinha numa autêntica padaria.
Depois, metade irá para o pão, a outra metade ficará a dar-nos descanso por dois ou três dias, voltando à atividade logo de seguida para voltarmos a fazer mais pão.
O pão nosso de cada dia. Pão que se pretende saudável, isento de químicos, o mais possível, feito com boas farinhas e com ótimo sabor.
O pão que nos sacia e alimenta.
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