Como a lagarta em metamorfose no interior do casulo

Estamos em transformação!


A Humanidade foi colocada em confinamento, qual lagarta que se fecha no casulo. 


Dentro do casulo muitas transformações ocorrem.


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Transformações mesmo radicais!


Dentro do casulo, a humanidade alimenta-se das suas reservas, que são reestabelecidas periodicamente, vive em pequenos grupos de grande intimidade e permanência. Recebe toda a informação que procura do exterior, informação do mundo em geral e do mundo em particular (o mundo das suas escolhas pessoais: dos seus entes, amigos, conhecidos, influenciadores, etc.).


Dentro do casulo a lagarta consegue proporcionar conforto a si, aos que partilham o casulo consigo e ainda, chega, em frações de segundo, junto de outras pessoas, cuja distância física a que se encontra deixou de ser importante e, fica com essas pessoas o tempo que quer e decide, o tempo da partilha de ideias, experiências, conhecimentos... 


Dentro do casulo a lagarta dispõe de uma conexão extraordinária com o exterior, uma conexão que se pode materializar através da rede ativa e dinâmica de transportadores que se desenvolveu ao seu redor. Refiro-me à proliferação de empresas de entregas de encomendas e transporte.


Dentro do casulo a lagarta é auto-suficiente e beneficia dos avanços tecnológicos e humanos que ocorreram e ocorrem no seu exterior e que lhe oferecem a possibilidade de permanecer dentro do casulo por muito mais tempo do que o que seria expectável para uma metamorfose dita normal. Metamorfose esta que terminaria assim que terminassem as reservas energéticas do casulo, fechado e hermético em que a lagarta se confinou. 


Ora, o nosso casulo é altamente tecnológico e ao seu redor uma rede de serviços e bens essenciais continua em movimento, a metáfora de que uma transformação irá necessariamente ocorrer pode não ser assim tão linear.


A mudança está a acontecer para todos, e isso é óbvio.


A lagarta (a humanidade) em maior ou menor grau (com mais ou menos recursos) está obrigada a viver confinada, se não o fizer, corre perigo de vida. Alguns são capazes de o fazer com sucesso outros não. Mas isto também acontece na natureza, nem todas as lagartas passam pela metamorfose com sucesso. Algumas morrem antes de fazerem casulo, outras morrem no interior do casulo. A percentagem daquelas que a tudo corre bem e se transforma em borboletas não é assim tão grande! 


A questão que nos agita, hoje, dentro do casulo, é a seguinte: iremos nós sair transformados?


Que a transformação está a ocorrer é evidente, agora: o que irá daqui resultar?


Voltaremos ao estado anterior tão rápido quanto o controlo da pandemia nos permitir, fazendo e vivendo da forma que estávamos habituados antes do confinamento? Ou aproveitaremos para conservar o melhor desta nova situação, livrar-mo-nos do pior da situação anterior e operar verdadeiras mudanças/metamorfoses?


Iremos nós após, colocar em prática as mudanças que estão a ocorrer? Se, sim. Que mudanças? Que práticas? Como seremos nós na nossa versão borboleta?


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Iremos sobreviver ao casulo ainda lagartas? Continuaremos a ser lagartas e de dentro deste casulo sairemos ainda lagartas, sem que nada tenha afetado a nossa forma de ser e fazer? Ou sairemos do casulo transformados? E, se a resposta é TRANSFORMADOS! Eu pergunto. Transformados em quê? Transformados como?


 

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