Viver como se nunca se fosse morrer e morrer como se nunca se tivesse vivivdo!
Este pensamento foi celebrizado por um homem célebre. Não foi Ghandi nem Dailai Lama, nem Confúcio, esta frase foi celebrizada por Jim Brown. E quem é Jim Brown? Não é um filósofo, não é um escritor e felizmente ainda não está morto. Jim Brown nasceu em 17 de fevereiro de 1936 na Georgia e começou por ser um atleta praticando vários desportos de grupo, destacando-se no futebol americano e mais recentemente como comentador e ator... outra coisa não seria de esperar, para quem nasce na terra de todas as oportunidades (USA).
Parece que esta frase já está na nossa mente comum desde há muito tempo e surge como um lugar comum.
A fórmula repete-se em cada vida. Não pensamos na morte... só o fazemos quando a morte começa a pensar em nós e surge à nossa frente, e marca a sua presença. Se conseguirmos viver longe da morte, fazendo de conta que ela é uma miragem muito longínqua e que talvez a eternidade exista, então vamos vivendo como se a morte não existisse.
Forçar pensamentos de finitude e de término, serve sobretudo para nos deixar deprimidos, tristes, com a sensação de inutilidade, de incapacidade, de insignificância.
Afastar pensamentos relacionados com a morte, a todo o custo, dá-nos a sensação de alívio, de tranquilidade, de "está tudo bem"... até aquela dorzita, aquele desconforto, não é nada, muito pior seria a morte, que não tem remédio!
Pensar na morte e colocar a sua presença na nossa vida poderá ajudar a tomar decisões, se ponderarmos as decisões com a morte, todas elas diminuirão de importância ou aumentarão de importância e urgência. Que mal fará acertar ou errar, perder ou ganhar, ir ou ficar quando incluimos a dimensão da morte nas nossas decisões?
É como comparar duas grandezas incomparáveis, as nossa miudezas, as nossa efemeridades com a grande eternidade que é a morte.

A morte eterna.
A vida são dois dias e a morte são os dias todos que se seguem.
Não dá para comparar o que decidimos fazer, ou ser em vida, com a dimensão da morte, a não ser se pretendermos usar esse argumento para ficarmos completamente tristes e paralisados ou usar o mesmo argumento para justificarmos fazer o maior disparate do mundo ou ter a maior aventura do mundo!
Será isso viver ou sentir-se vivo? Não duvido.
Pior que a morte é viver no sofrimento. Isso sim, é uma perspectiva aterradora. A morte não me assusta ou entristece, mesmo tendo uma excelente experiência de vida e sendo muito feliz.
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