Dia da Espiga

O dia da espiga é também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se deve trabalhar.


Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam".


Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga, que é composto por cereais que significam alimento, o pão, malmequeres que significam fortuna, papoilas que significam amor, oliveira que significa paz, alecrim que significa saúde e videira que significa alegria.


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A tradição cumpriu-se, misturado o dia santo com o dia pagão, a chuva com o sol, a dedicação a atividades, que não se podem chamar trabalho, pois são aquilo que eu gosto de fazer, atividades que não escolheria fazer e atividades de lazer.


O ramo está em casa e irá para detrás da porta. Lá ficará durante um ano, bem visível, como um símbolo que não me irá deixar esquecer de agradecer, todos os dias, o dia que vivo, aquilo que consigo alcançar, ter e ser: o pão, a saúde, o amor, a paz, a alegria e a fortuna.


Ontem foi o dia mais santo do ano.


 


 


 

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