Ver o que está à frente dos nossos olhos

É tão difícil como ver o que está debaixo do nosso nariz.


Ter uma perspetiva nítida, do contexto e perceber a teia de significados e relações que são parte desse contexto, neste momento é a base da teoria sistémica. Saber quem sou para os outros neste momento. Quando estabeleço um diálogo com os outros. Uso frases que emitem informação, umas mais claras do que outras. Frases que emitem comandos e são pontuadas com o significado que eu atribuo ao meio que me rodeia. Expandir o meu significado incluindo os significados dos que me rodeiam torna o meu significado mais claro e percetível.


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https://es.slideshare.net/Karen-Michelle/modelo-familiar-sistemico


Karen, falta aqui o Professor Pina Prata e o professor Luís Miguel Neto de Portugal. E a Virginia Satir em Palo Alto. Peter Lang no Reino Unido, Tom Anderson em Oslo e muito provavelmente eatarei a deixar no anonimato muitos outros.


Ouvir atentamente e usar o estilo de comunicação do emissor para reenquadrar o que está a ser dito por forma a quebrar o ciclo vicioso em que o sistema se auto alimenta, é uma técnica da teoria sistémica poderosíssima. Experimenta, na próxima vez que ouvires alguém a identificar um problema, usar apenas as palavras que estão a ser colocadas em contexto reformulando-as.


Conotar positivamente o discurso que produzimos acerca de quem somos e como somos torna-nos mais humanos, ajuda-nos a assumirmo-nos como seres humanos, iguais a todos os outros (a humildade do ego).


Que adjetivos ou palavras usamos para qualificar ou descrever a realidade em que vivemos?


Não patologizar sintomas, ver nos comportamentos e nos diálogos potencialidades para o desenvolvimento humano e nunca cristalizar comportamentos rotulando-os. Quando fazemos isso, muito provavelmente usamos a força revolucionária do problema que levou alguém a pedir ajuda e daí partimos para uma possibilidade.


Cada um de nós está com certeza a fazer o melhor que pode dentro do contexto em que está inserido.


As famílias são curiosas elas tendem a ter regras de funcionamento e a centrarem o seu comportamento em poucas opções de escolha. Conhecer as regras ajuda a identificar que outras regras ainda não foram experimentadas e que poderão ser usadas em vez das que já demasiado gastas e esfoladas que nos fazem agora sofrer.


Usar na nossa linguagem mais vezes a expressão: "é a forma como eu vejo, como eu entendo", em vez do "é assim", ajuda imenso a ser ouvido e aceite, pelos outros, potencia o diálogo, a convergência de opiniões e a criatividade.


A realidade é um construto do qual nós fazemos parte, assim, qualquer coisa pode ser mudada, de acordo com esta perspetiva, temos este poder de criar e mudar a realidade, pois ela não existe ela é o que nós ajudamos a construir. Tens o poder de fazer diferente, se quiseres.


Provocar insights não tem qualquer consequência no ser humano. Quero ver-te a agir, não a pensar e a reformular como deves agir.


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