Aleluia! A vida recomeça a cada dia com uma força e uma fé que se renovam e fortalecem a cada etapa!

 

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E é isto que é a Páscoa (para mim). Um caminho de desprendimento (do acessório), de sacrifício (dor e exaustão) para chegar ao auge da força e da fé para colocar tudo o que sou e (des)construí ao serviço dos outros.

Para que sirvo se não servir para ninguém nem para nada? (Mahatma Gandhi

pensava assim quando dizia: "quem não vive para servir não serve para viver").

O que somos se não o somos para os outros? Existimos sozinhos?

Sim existimos mas nunca plenos, nunca realizados, nunca felizes. Não será por acaso que o maior castigo, numa prisão é colocar o prisioneiro na solitária e aí o deixar por um longo tempo sem qualquer ligação aos outros.

Dirão os solitários que nunca estão sozinhos e que a sua própria companhia lhes é suficiente e até farão disso uma bandeira, como quem explica que se não te sentires bem apenas na tua boa companhia, nunca conseguirás ser boa companhia para os outros.

Contudo, por mais que treinemos o bem estar connosco, simultaneamente descuramos o treino do bem estar com os outros, cujo foco e dinâmicas são completamente diferentes.  Diferentes por algo tão simples como a nossa fraca habilidade de comunicar. Aquilo que pensamos, não é o que transmitimos e muito menos o que os outros irão entender. Por isso é que muitas vezes o silêncio é o nosso maior aliado (sobretudo numa discussão) e por isso é que a ligação ao outro se faz por ações, por emoções genuínas e profundas que nos conectam.

Hoje renasce a fé e a força na capacidade de amar o outro.

É isso. Estamos atentos, recetivos, disponíveis para colocar ao serviço do outro o que somos e quem somos.

Assim seja!

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